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Sai lista de bondholders com direito a voto na assembleia da Oi

Os administradores judiciais da Oi publicaram na última sexta-feira, 26, a lista dos bondholders individualizados que poderão votar na assembleia geral (AGC) sobre o novo plano de recuperação da companhia. A expectativa é que ajustes ao plano sejam apresentados nos próximos dias, uma vez que a operadora tem proteção judicial contra cobranças (o chamado stay period) até 11 de março.

A lista apresentada é dos bondholders que têm parte das notas de US$ 1,65 bilhão, emitidas como parte da primeira recuperação judicial do grupo. Traz os valores devidos pela operadora aos credores e os juros que devem se somar à dívida, que vence em 2025.

Outros bondholders que não tenham solicitado direito a voto individualizado agora só poderão opinar na AGC caso obtenham o direito judicialmente. “Após o dia 15/01/2024, os bondholders interessados em individualizar seu voto na Assembleia de Credores só poderão fazê-lo mediante apresentação de petição em juízo”, ressaltam os administradores judiciais.

Entre os credores que devem apresentar voto individualizado estão os fundos norte-americanos Marathon, e PIMCO, e os britânicos Ashmore e Numen. Mas a carteira é variada, e conta com fundos de pensão de professores dos Estados Unidos, dos confeiteiros dos EUA, e até o Bispado de Chicago. Quem representa todos estes credores que investiram no título de R$ 1,65 bilhão no passado é o Bank of New York Mellon (BNYM). Com o voto individualizado, estes credores deixam de votar em grupo sob o guarda-chuva do banco.

Outros credores também vão participar da AGC e votar. Terão direito todos que detêm alguma dívida cujo pagamento será alterado pelo novo plano de recuperação judicial. A expectativa no mercado é que sejam cerca de 2 mil credores com direito a voto, a quase totalidade são financeiros. As listas com tais nomes serão divulgadas nos próximos dias, apurou o Tele.Síntese.

A Oi passa por recuperação judicial desde 2016. Chegou a sair do processo no final de 2022, mas em março de 2023 retornou à proteção da Justiça. Desde então, apresentou um plano de recuperação prevendo reduzir em 80% a dívida financeira, que passa dos R$ 30 bilhões. Ajustes a esse plano também devem ser apresentados nos próximos dias, para votação na AGC.

Confira aqui as aqui as listas.

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