
A Ascenty ampliou o monitoramento dos sistemas que sustentam a operação de seus data centers e passou a integrar esses ambientes ao programa corporativo de gestão de riscos cibernéticos. A iniciativa reúne ativos de energia, refrigeração, controle de acesso, CFTV e sistemas de gerenciamento predial (BMS), consolidando a visibilidade sobre a infraestrutura operacional e apoiando a priorização de riscos.
A companhia estima que o programa tenha elevado em aproximadamente 50% seu nível de maturidade em segurança e gestão de riscos cibernéticos, com base em um assessment alinhado ao NIST SP 800-82, referência para proteção de sistemas de automação e controle industrial.
A Ascenty opera ou está construindo 40 data centers no Brasil, México, Chile e Colômbia, interligados por uma rede própria de fibra óptica com mais de 4 mil quilômetros.
Ativos críticos monitorados de forma integrada
A ampliação da visibilidade dos ambientes operacionais incluiu a criação de inventário automatizado de ativos, monitoramento contínuo do tráfego de rede e identificação de comportamentos anômalos. As informações passaram a alimentar os processos de análise de vulnerabilidades, segmentação de redes e definição de controles compensatórios para equipamentos críticos.
Segundo Rui Mella Junior, gerente de Segurança da Informação e Infraestrutura de TI da Ascenty, os ambientes operacionais exigem uma estratégia distinta daquela aplicada à infraestrutura convencional de tecnologia da informação. “Em ambientes operacionais, não é possível tratar a segurança da mesma forma que em TI tradicional. Precisamos entender o risco, a criticidade e quais controles compensatórios podem ser aplicados sem comprometer a operação.”
Os primeiros ganhos de visibilidade foram alcançados cerca de seis semanas após o início da implementação. Em aproximadamente seis meses, o monitoramento passou a operar integrado ao SIEM, ao centro de operações de segurança (SOC) e aos processos internos de gestão de vulnerabilidades e riscos.
Gestão de riscos orienta prioridades
Além de identificar vulnerabilidades, o ambiente passou a incorporar informações sobre criticidade dos ativos, impacto operacional e potencial de exploração, permitindo estabelecer prioridades para mitigação dos riscos.
“O grande ganho da solução é trazer contexto. Não basta apenas identificar uma vulnerabilidade. Precisamos entender qual é a severidade, o impacto operacional, a explorabilidade e qual o impacto disso para o negócio,” afirmou o executivo.
A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de segurança cibernética que reúne ações voltadas aos ambientes de tecnologia da informação (TI), tecnologia operacional (OT), gestão de identidades e cadeia de suprimentos.
A plataforma utilizada para ampliar a visibilidade dos ativos foi a xDome, desenvolvida pela Claroty, responsável pelo inventário automatizado dos equipamentos, monitoramento do tráfego e contextualização das vulnerabilidades identificadas. (Com assessoria de imprensa)
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