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Pós-Digital – A Era da Transformação Contínua

2024 marca 20 anos do nascimento do Facebook, 26 anos do Google e 15 anos do Uber, só para citar três dos grandes transformadores culturais e comportamentais da humanidade, um com a adoção e popularização das mídias sociais, o outro pelo acesso ao conteúdo e o último pela criação da economia do compartilhamento.

Foi-se o tempo em que oportunidades estavam latentes em diferentes segmentos de mercado e da sociedade, que ainda operavam de forma “analógica”. O mundo hoje tem o digital no core de atuação de virtualmente todos os negócios, não só e necessariamente em negócios puramente digitais ou end-to-end, mas sim em cadeias de distribuição, gestão, operação, logística, produção, controle de qualidade, indústria criativa, entretenimento, finanças, etc. Não precisa ser um app para ser digital. A infraestrutura é, mesmo que a interface seja física ou ‘phygital’.

O mundo agora é “digital-based”, a nova leva de transformação se dará a partir disso. Deixa de ser um objetivo ou diferencial competitivo e passa a ser o ponto de partida. O futuro de tudo é pós-digital e turbinado pelas novas oportunidades que a inteligência artificial generativa, acessível e democratizada, trará.

Como criar o novo negócio transformador que parte da lógica de uma economia colaborativa instalada e potencialmente geradora de renda e empregos em diferentes mercados a partir da prestação de serviço (transporte, entrega, etc.)? Como entender a transformação no tecido e cultura da humanidade que as redes sociais promoveram e como, a partir de seus benefícios e malefícios, tomar partido desta interconexão para o desenvolvimento de novos negócios?

Como olhar para a informação fluida e acessível que se encontra no éter da internet e que serve como subsídio e massa crítica para novas conexões (IA faz isso hoje)? Porém, se o pós-digital tem a vantagem de partir de uma base estabelecida com mudanças já arraigadas, não podemos esquecer que toda oportunidade traz uma dose de responsabilidade.

Alguns pontos que acho fundamentais: O que é certo e errado precisa ser relembrado. Desde o advento do conceito de “pós-verdade”, uma excrescência eleitoreira impulsionada pela horizontalidade das redes sociais, perdemos um pouco do senso do que é certo, errado, verdadeiro, falso. Lutamos por validar nossas ideias, de formas às vezes irracional. Será que a inteligência artificial pode nos ajudar a acharmos nosso centro de novo, baseado em empatia e racionalidade? Aliás, este seria o prompt do ano: A partir de um olhar do que se fala online, me diga qual é a melhor forma para criarmos uma sociedade mais empática, positiva e humana (fiz a pergunta, mas a resposta ainda foi muito superficial).

Narrativas determinam opiniões e tomadas de lado. Com tudo absolutamente integrado e em um “thread” instantânea e infinito, formar um juízo crítico sobre qualquer assunto é um desafio de consciência, maturidade e razoabilidade. Histórias são construídas e transformadas ao sabor dos segundos. Ter clareza e profundidade além da busca por relevância digital é um desafio.

Humanidade. Todos os grandes déspotas e facínoras da história sempre basearam suas estratégias diabólicas na desumanização de seus alvos e oponentes. Estamos o tempo todo vendo exemplos de iniciativas desumanas que buscam nublar nossa visão dos outros. Vivemos hoje (2024) duas guerras no mundo, e as pessoas falam pouco da questão em si, mas sim buscam validar sua visão ou opinião. Vamos relembrar que somos todos pessoas e não aceitar narrativas que tomam partido de discursos sedutores mas que trazem em seu âmago destruição e divisionismo.

Os grandes saltos evolucionários que fizemos, baseados na tecnologia que começou com ferramentas de pedra e osso e o domínio do fogo, hoje tendo como ilustre nova representante a IA, sempre proporcionaram avanços para a humanidade como um todo. O digital mudou muito a forma como vivemos e interagimos, tanto quanto outras formas de transformação. Que as transformações do pós-digital tragam a mudança, mas sem abrir mão do que já conquistamos e esquecendo do que não fizemos direito.

Rodrigo Cerveira, CMO da Vórtx.

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