Dois milhões de habitantes do Piauí já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação em todo o país. Com isso, o estado alcançou a maior cobertura nacional, atingindo 60% da população. Os dados foram divulgados nesta segunda, 27/4, pelo Ministério da Gestão e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí.
Em âmbito nacional, a CIN já foi emitida para 51,3 milhões de brasileiros. Além do Piauí, os estados com maior percentual de emissão do novo documento são Sergipe, com 37,88%, Acre, com 35,13%, Alagoas, com 33,04%, Mato Grosso, com 32,58%, Rio Grande do Sul, com 30,94%, e Rio Grande do Norte, com 30,14%.
Segundo o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, o avanço vai além da segurança pública. Ele afirma que a CIN contribui para ampliar o acesso da população a serviços públicos e benefícios sociais ao simplificar a identificação dos cidadãos por meio de um número único. O secretário destacou ainda que o resultado do Piauí reflete um esforço para ampliar a cidadania e elogiou a atuação do governo estadual.
Entre os fatores que impulsionaram o desempenho do estado está a expansão da rede de atendimento. No início da atual gestão, havia apenas 12 postos para emissão do documento. Hoje, são mais de 200 unidades distribuídas em 197 municípios. Também houve ampliação da capacidade de impressão: antes concentrada em Teresina, a emissão passou a ser feita em sete centrais, reduzindo o prazo de entrega da versão física para entre três e cinco dias úteis.
O secretário de Segurança Pública do estado, Antonio Luiz, afirmou que a adoção da CIN fortalece a identificação dos cidadãos dentro de um padrão nacional e facilita o acesso a serviços digitais, com impactos em áreas como saúde e segurança.
Para emitir o documento, o cidadão deve acessar o portal gov.br/identidade, realizar o agendamento no estado e comparecer ao posto indicado para coleta de biometria e validação de documentos. É necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento, e a primeira via é gratuita.
No início de abril, o MGI definiu um novo cronograma para a exigência da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. A partir de janeiro de 2027, pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir o novo documento. Já para beneficiários que possuem biometria cadastrada, a obrigatoriedade da CIN passa a valer em janeiro de 2028. Até essa data, continuam válidos registros biométricos vinculados ao Tribunal Superior Eleitoral, à Carteira Nacional de Habilitação ou ao passaporte.
