Intel vê Redata como divisor de águas para data centers

O Redata pode representar um “divisor de águas” para a expansão da infraestrutura de data centers no Brasil, na avaliação de João Bortone, CEO da Intel para a América Latina. Em entrevista ao Tele.Síntese, o executivo afirmou que o programa pode criar uma base para novos investimentos tecnológicos no País.

Segundo Bortone, o Brasil reúne condições favoráveis para receber data centers, como disponibilidade de energia, extensão territorial e mão de obra. O aproveitamento desses recursos, contudo, depende de estabilidade jurídica e de políticas públicas com horizonte de longo prazo.

A previsibilidade é considerada necessária porque a construção de data centers envolve projetos de capital intensivo e decisões que não se limitam ao período de um governo. Para a Intel, a criação de um ambiente estável pode estimular tanto a instalação de novas estruturas quanto a ampliação da capacidade computacional existente.

O executivo observou que o Brasil disputa esses investimentos com outros mercados latino-americanos, entre eles Chile, Uruguai, México e Colômbia. Nesse cenário, o Redata pode funcionar como um instrumento para melhorar a posição brasileira na escolha de locais para novos projetos.

Treinamento e inferência de IA

A ampliação dos data centers também está relacionada ao avanço da inteligência artificial. Bortone, porém, diferencia a infraestrutura necessária para o treinamento de grandes modelos daquela utilizada na etapa de inferência, quando sistemas já treinados processam solicitações e produzem respostas.

“Em IA existe um peso maior de GPUs para treinamento. Isso já não é tão verdade para inferência”, afirmou. Segundo ele, a inferência pode ser executada por unidades centrais de processamento (CPUs) ou por plataformas que combinam CPUs, GPUs e unidades de processamento neural (NPUs), conforme a aplicação.

Bortone avalia que o treinamento dos grandes modelos continuará concentrado em poucas empresas e instalações de grande porte. A expansão mais ampla deverá ocorrer com a inferência distribuída entre computadores, departamentos de empresas, órgãos governamentais e outros ambientes locais.

“A grande onda que vai vir realmente é a parte da inferência, onde você vai começar a ter agentes de IA na ponta”, disse. Para a Intel, essa distribuição amplia a demanda por diferentes tipos de processadores e reforça a necessidade de infraestrutura computacional no País — segmento que poderá ser favorecido pela implantação do Redata.

O post Intel vê Redata como divisor de águas para data centers apareceu primeiro em TeleSíntese.

Tags

Compartilhe

Brisanet mira serviços após década dedicada à rede
Presidenciáveis: Campanhas de Lula e Ronaldo Caiado divergem sobre REDATA e Inteligência Artificial
Forte na banda larga fixa, Brisanet vê percepção da marca como barreira no móvel
Forte na banda larga fixa, Brisanet vê percepção da marca como barreira no móvel
Reforma Tributária só existe com a Tecnologia e exige força-tarefa da economia
ANPD manda Discord suspender lives no Brasil
Vazamento de credenciais está por trás da maioria dos incidentes digitais, aponta Dataprev
Vazamento de credenciais está por trás da maioria dos incidentes digitais, aponta Dataprev
Ataques já avançam pela rede em apenas 27 segundos
Ataques já avançam pela rede em apenas 27 segundos
Por segurança: TIM aplica privilégio mínimo a agentes de IA
Por segurança: TIM aplica privilégio mínimo a agentes de IA
Agentes de IA devem passar por “onboarding”, alerta KPMG
Agentes de IA devem passar por “onboarding”, alerta KPMG
GSI: compartilhar ameaças é condição para cibersegurança
GSI: compartilhar ameaças é condição para cibersegurança