Brisanet levará 5G a 120 cidades do Centro-Oeste em 2026

A Brisanet detalhou sua estratégia de entrada no Centro-Oeste em 2026, com a construção de rede móvel em 120 cidades, praticamente metade em Goiás e metade em Mato Grosso do Sul. O plano, segundo a companhia, está concentrado em municípios com menos de 30 mil habitantes e deve começar a gerar receita comercial a partir de julho. Ao mesmo tempo, a empresa reconhece que a nova frente vai pressionar o resultado operacional do ano, levando o EBITDA a um nível semelhante ao de 2024.

Segundo José Roberto Nogueira, a operação no Centro-Oeste seguirá o modelo já adotado no Nordeste, com construção de infraestrutura própria. “No centro-oeste nós estamos fazendo igual ao Nordeste, ou seja, o modelo onde a Brisanet constrói as torres.” A empresa informou que já iniciou desde janeiro o trabalho na região e que, em abril, começariam as construções de torres e subtorres.

A companhia afirmou que o compromisso formal junto à Anatel envolve 115 cidades, mas o projeto foi ampliado. “É o compromisso de 115 cidades, mas a gente está fazendo 120, porque tem casos de uma cidade no meio de um aglomerado, e a gente já faz aquela célula completa”, disse o executivo.

Operação começa em julho

A ativação comercial deve ocorrer em etapas. Segundo Nogueira, já em julho haverá um primeiro lote de cidades ativadas, com novas entradas nos meses seguintes. A previsão é concluir esse ciclo entre outubro e novembro.

A estratégia está voltada a localidades menores, onde a Brisanet vê espaço para entrar com cobertura 4G e 5G antes das grandes operadoras. Ele também disse que nas cidades, a empresa quer oferecer rede “com a tecnologia que atende tanto esse celular mais antigo, 4G, como atende os celulares mais novos 5G”.

Outro ponto central da estratégia é o uso do aprendizado obtido na operação móvel no Nordeste. O executivo afirmou que a companhia chega ao Centro-Oeste com problemas já enfrentados e ajustados, sobretudo os relacionados a plataforma, dispositivos e modelo comercial.

Ticket médio maior e backhaul contratado

A Brisanet também projeta um ticket médio inicial superior ao observado no Nordeste. No desenho operacional, a empresa informou que não levará backbone próprio para essas cidades. “Estamos contratando backbone com redundância em cada uma dessas cidades”, afirmou. Segundo ele, o investimento já está mapeado e os acordos de acesso, backbone e link já foram feitos.

A administração também disse que boa parte do equipamento que será usado no Centro-Oeste já está comprada. “É só fazer a implementação agora.”

Efeito sobre o EBITDA

A expansão pressionará a rentabilidade de 2026, admitiu Nogueira. O EBITDA do ano não repetirá a melhora observada em 2025 justamente por causa da nova frente de expansão. “O ano de 26 vai ser equivalente ao ano de 24”, comentou.

Ele explicou que o impacto decorre dos custos pré-operacionais de uma nova operação, antes que a receita ganhe escala. “O pré-operacional é a contratação, tudo que você faz antes e não gera receita.”

O CAPEX de 2026, segundo a administração, deve ficar “na ordem de R$ 700 milhões”, em linha com o registrado em 2025.

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