
A Algar encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 46,5% no fluxo de caixa operacional livre, que atingiu R$ 105,2 milhões, ao mesmo tempo em que avançou na estratégia de priorização de serviços de maior rentabilidade no mercado corporativo.
A receita líquida consolidada da companhia somou R$ 735,7 milhões entre janeiro e março, alta de 2,1% na comparação anual. O EBITDA alcançou R$ 299,3 milhões, com crescimento de 2,2%, enquanto a margem EBITDA ficou em 40,7%.
O prejuízo líquido caiu 38,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025, passando de R$ 88,5 milhões para R$ 54,5 milhões. Segundo a empresa, a melhora decorre principalmente da maior eficiência operacional, da redução das despesas financeiras e da menor pressão de depreciação.
Móvel e IoT sustentam crescimento no B2B
O segmento B2B registrou receita líquida de R$ 476,3 milhões, praticamente estável em relação ao ano anterior, mas com mudança importante no mix de receitas.
A receita de serviços móveis corporativos cresceu 48,8%, chegando a R$ 75,9 milhões. Dentro desse grupo, o serviço M2M avançou 25,2%, impulsionado pela expansão da base de dispositivos IoT.
A base total de acessos M2M atingiu 4,04 milhões, crescimento de 32,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Já os produtos TIC cresceram 3,6% no período. A companhia informou que reduziu deliberadamente o ritmo de expansão das receitas de revenda de software para priorizar soluções de maior margem.
Por outro lado, a receita de conectividade B2B caiu 2,7%, embora a empresa afirme que o ritmo de retração desacelerou no trimestre. A receita de voz fixa recuou 26,4%.
Fibra segue puxando o B2C
No mercado residencial, a Algar registrou crescimento de 5,2% da receita líquida, que alcançou R$ 259,3 milhões.
A banda larga por fibra foi o principal vetor de crescimento, com avanço de 8,3% na receita anualizada. Segundo a companhia, o resultado reflete ampliação da base FTTH, maior penetração de planos de maior velocidade e aumento de ARPU.
A base FTTH chegou a 610,7 mil acessos, enquanto a fibra já representa 99,7% da base total de banda larga da operadora.
Nos serviços móveis B2C, a receita cresceu 2,5%, sustentada pelo pós-pago.
Menor capex e redução da alavancagem
A Algar reduziu a relação capex operacional/receita líquida para 12,3%, contra 16,8% um ano antes. Os investimentos somaram R$ 117,1 milhões no trimestre.
A empresa informou que os aportes foram direcionados principalmente para ativação de clientes e manutenção da qualidade das redes.
A dívida líquida encerrou março em R$ 2,74 bilhões, com alavancagem de 2,27 vezes EBITDA, ante 2,89 vezes no primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, a estrutura de dívida permanece concentrada em debêntures de longo prazo, com perfil alongado até 2034.
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