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Vivo comprará a Desktop? Possível interesse faz ações de provedora subirem

Nos últimos dias surgiu nos noticiários de que a Vivo está interessada em adquirir a Desktop para ampliar sua participação no mercado de banda larga. O possível interesse da operadora em adquirir a provedora paulista fez com que as ações da Desktop disparassem na Bolsa de Valores brasileira (B3).

Na segunda-feira (27), os papéis encerraram o pregão cotadas a R$ 16,22, uma alta de 2,2%. Já na sexta-feira (24), as ações da provedora subiram 15,5%. A movimentação chamou a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pediu explicação para a Desktop sobre as oscilações.

A resposta da provedoria paulista foi: “A administração da companhia entende que a oscilação verificada foi decorrente da divulgação da notícia veiculada hoje [24] no portal ‘NeoFeed’, sob o título ‘Vivo negocia compra de provedor de internet Desktop’”, justificou a provedora regional“, adicionando:”.

“A esse respeito, conforme comunicado ao mercado divulgado em 25 de agosto de 2023, a companhia esclarece que constantemente analisa oportunidades, visando ao desenvolvimento de suas atividades e à geração de valor. Contudo, esclarece-se que a companhia não definiu a realização, nem termos e condições de quaisquer potenciais operações”, completa.

Com isso, a Desktop garantiu que decida realizar qualquer operação relevante, o negócio será devidamente comunicado ao mercado e submetido às aprovações societárias competentes. A Desktop já deixou claro que gostaria de monetizar seus ativos de infraestrutura.

De acordo com o NeoFeed, quem notificou o potencial interesse da Vivo no negócio, informou que se trata de conversas antigas, sendo inclusive travadas há algum tempo. A dupla também estaria negociando um valor de aquisição com prêmio sobre o valor das ações da Desktop.

A aquisição do Desktop pela Vivo poderia render à operadora a liderança no mercado de banda larga de São Paulo, ultrapassando a Claro. Em março, a Claro possuía 4,45 milhões de assinantes paulistas (share de 30%), enquanto que a Vivo somava 4,32 milhões (participação de 29%).

Atualmente, a provedora paulista atua em 180 cidades do estado e atende 1 milhão de clientes ativos (ou 7% do share estadual), o que a coloca na posição de terceiro colocado em SP. As maiores bases da empresa estão nas cidades de Campinas, Sumaré, Hortolândia e Praia Grande.

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