A TechEnabler ampliou sua plataforma de observabilidade para incluir monitoração da experiência do usuário e apresentou novos produtos voltados a provedores de internet durante o Abrint Global Congress 2026. Álvaro Aquino, CEO e fundador da empresa, explicou que a proposta é dar aos ISPs mais visibilidade sobre a performance entregue ao cliente final.
“Os clientes hoje podem ter visibilidade do seu usuário e com isso tomar decisões proativas com relação à performance do serviço que eles estão entregando”, afirmou Aquino.
Na área de cibersegurança, a empresa incorporou duas tecnologias à plataforma. A primeira é o Smart DNS, voltado à prevenção contra phishing, ransomware e DDoS em camada 3. A segunda amplia a orquestração de mitigação para DDoS em camada 7, voltada à camada de aplicações. Segundo o executivo, essas soluções podem ser entregues em modelo multi-tenant e white label, permitindo que o provedor revenda serviços baseados nas mesmas tecnologias.
Durante a semana do evento, a TechEnabler também lançou o Smart Billing e o TechEnabler Market Intelligence. O Smart Billing automatiza cálculos de faturamento baseados no consumo real da rede, com estruturas como P95, P98 e P99. A empresa afirma que a solução busca dar mais precisão ao cálculo e transparência na apresentação das tarifas.
Já o Market Intelligence fornece informações de mercado sobre a atuação de ISPs concorrentes. “Ele enxerga a concorrência, os passos da concorrência, onde a concorrência está atuando, em quais regiões, quantos clientes a concorrência eventualmente ganhou, quantos clientes a concorrência perdeu”, disse Aquino.
O executivo também tratou da adoção de inteligência artificial pelos provedores. Segundo ele, a tecnologia já começa a ser usada para melhorar a qualidade das bases de dados e automatizar tarefas repetitivas na operação de rede. “No futuro, a gente vem trabalhando no ponto onde a IA vai começar a tomar decisões sozinha na rede”, afirmou.
Aquino disse que a demonstração feita pela empresa combinou desenvolvimento da TechEnabler com recursos de inteligência artificial de parceiros. Segundo ele, o objetivo é integrar diferentes IAs de fornecedores e levar a tecnologia para uma visão fim a fim da rede, inclusive em ambientes com sistemas legados.
Na escolha de parceiros de segurança, o executivo recomendou atenção à reputação, robustez tecnológica, capacidade de atendimento local, suporte 24 por 7 e transparência sobre a tecnologia usada. Ele também alertou para potenciais conflitos de interesse. “Você pode estar contratando o serviço de alguém que conflita contigo e pode estar dormindo com o inimigo”, disse.
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