Senado tira as teles e define que gestão dos postes será das empresas de energia elétrica

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou em turno suplementar, nesta quarta-feira, 8/4, projeto que cria regras para o compartilhamento de postes entre empresas de energia elétrica e de telecomunicações. O PL 3.220/2019, de autoria do senador Weverton (PDT-MA), foi aprovado em primeiro turno em março, na forma de substitutivo apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).

Nesta quarta-feira, o relator acatou emenda apresentada pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO). A emenda estabelece que o valor máximo provisório pelo uso compartilhado de postes, a ser definido pelo Poder Executivo durante o período de regularização, terá validade até a definição do valor definitivo pela Aneel. “A iniciativa do autor da emenda (…) confere maior clareza e racionalidade ao regime de transição aplicável ao compartilhamento de postes”, afirmou o relator.

O projeto aprovado define que a responsabilidade pela gestão dos postes será da empresa de energia elétrica, dona da estrutura. Outras empresas interessadas em usar os postes deverão firmar contrato com essa empresa. A matéria segue para a Câmara, salvo se houver recurso para análise pelo Plenário do Senado. Caso aprovada, a nova lei entrará em vigor 180 dias após a sua publicação.

Agências reguladoras

A proposta prevê as competências e responsabilidades das duas agências reguladoras, Aneel e Anatel, no compartilhamento de postes.

Entre as competências e responsabilidades da Aneel, estão:

definir a parcela da infraestrutura física aérea de distribuição de energia elétrica a ser compartilhada;
estabelecer as obrigações dos envolvidos no compartilhamento;
determinar o valor máximo a ser cobrado pelo compartilhamento;
estabelecer diretrizes para o preço, como incentivo à concorrência, uso eficiente da infraestrutura e remuneração adequada do titular;
regulamentar a contratação de terceiros para gestão ou exploração da infraestrutura;
determinar a cessão do direito de exploração em caso de gestão inadequada;
definir regras, prazos e prioridades para a regularização dos espaços compartilhados;
estabelecer parâmetros técnicos, operacionais e econômicos para o compartilhamento;
fiscalizar concessões e permissões, inclusive por meio de convênios com órgãos municipais ou consórcios públicos.

Caberá à Anatel, segundo o projeto:

estabelecer termos técnicos e operacionais complementares à ocupação da infraestrutura;
garantir isonomia no acesso;
fomentar a concorrência entre os interessados;
sugerir à Aneel metodologias para cálculo do valor máximo do compartilhamento;
recomendar à Aneel a cessão do direito de exploração em caso de gestão inadequada;
participar da definição das regras de regularização dos espaços compartilhados;
fiscalizar concessões, permissões e autorizações dos serviços de telecomunicações, diretamente ou por meio de convênios com órgãos estaduais, municipais ou consórcios públicos.

O projeto classifica como infração grave o uso do poste por prestadora de serviços de telecomunicação sem contrato com a titular da estrutura. Nesse caso, poderá ser declarada a caducidade do serviço (fim do contrato de concessão, autorização ou permissão) como sanção.

Fonte: Agência Senado

Tags

Compartilhe

Anatel remarca leilão de 700 MHz para segunda-feira, dia 4 de maio
Anatel confirma abertura das propostas do 700 MHz para dia 4
Anatel confirma abertura das propostas do 700 MHz para dia 4
Setor de data centers pede velocidade e previsibilidade no Brasil
Setor de data centers pede velocidade e previsibilidade no Brasil
IA exige redes ópticas mais escaláveis e resilientes, diz Nokia
IA exige redes ópticas mais escaláveis e resilientes, diz Nokia
Ciena vê interconexão óptica como peça-chave para data centers de IA
Ciena vê interconexão óptica como peça-chave para data centers de IA
Data center leva IA soberana para serviço público do Caribe
Data center leva IA soberana para serviço público do Caribe
Fair share e Inteligência Artificial têm movimentações no Congresso
Fair share e Inteligência Artificial têm movimentações no Congresso
Associações pedem para Justiça barrar medidas sobre Fundação Atlântico na recuperação da Oi
Associações pedem para Justiça barrar medidas sobre Fundação Atlântico na recuperação da Oi
Para nova presidente da Algar, crescimento passa por transformação e reaproximação com o consumidor
Para nova presidente da Algar, crescimento passa por transformação e reaproximação com o consumidor
Instituto Claro completa 25 anos de atuação em educação e cidadania
Instituto Claro completa 25 anos de atuação em educação e cidadania