
A TIM aprovou um novo programa de recompra de ações com limite financeiro de R$ 1 bilhão. A operadora poderá adquirir até 55.187.638 ações ordinárias, quantidade equivalente a aproximadamente 2,31% do total de papéis emitidos pela companhia.
O programa foi aprovado pelo Conselho de Administração nesta quarta-feira, 19, e ficará vigente até 19 de fevereiro de 2028. As aquisições serão realizadas na B3, a preços de mercado, em uma ou mais operações definidas pela diretoria da companhia.
As ações recompradas permanecerão inicialmente em tesouraria e serão posteriormente canceladas, sem redução do capital social. A TIM informou que não utilizará instrumentos derivativos nas operações.
Na justificativa apresentada ao mercado, a administração afirmou que a cotação atual das ações “não reflete adequadamente o valor intrínseco da TIM”. A operadora também indicou que a recompra será utilizada como instrumento de alocação dos recursos disponíveis em caixa.
Recursos sairão das reservas de lucros
O novo programa será financiado com recursos das reservas de lucros da TIM. Esses saldos totalizavam R$ 5,359 bilhões nas demonstrações financeiras referentes ao trimestre encerrado em 30 de junho de 2026. Desse montante, até R$ 1 bilhão poderá ser destinado à aquisição das ações.
O Conselho de Administração registrou que a recompra não deve comprometer os investimentos previstos no planejamento estratégico, o cumprimento de obrigações com credores nem o pagamento de dividendos obrigatórios, fixos ou mínimos.
A TIM tinha 763.295.382 ações ordinárias em circulação na data da aprovação do programa. Outros 16.860.598 papéis estavam mantidos em tesouraria. A companhia informou que a operação não produzirá mudanças na composição do controle acionário ou na estrutura administrativa.
Programa anterior também movimentou R$ 1 bilhão
O Conselho também formalizou o resultado do oitavo programa de recompra da TIM, aprovado em fevereiro de 2025 e encerrado em 12 de agosto deste ano.
Durante a vigência do plano anterior, a operadora adquiriu 46.884.500 ações ordinárias, com desembolso aproximado de R$ 1 bilhão. Desse total, 28.678.509 papéis foram cancelados em 16 de dezembro de 2025. A companhia informou que as ações remanescentes permaneceram em tesouraria e poderão receber destinação posterior, conforme a regulamentação aplicável.
As operações do novo programa serão intermediadas por J.P. Morgan, BTG Pactual, Goldman Sachs do Brasil e Santander. As contrapartes não serão previamente identificadas, uma vez que as aquisições ocorrerão em bolsa.
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