
A Rede Privativa Fixa da Administração Pública Federal deverá conectar mais de 40 prédios públicos em Vitória (ES), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Goiânia (GO) até outubro. A expansão será coordenada pelo Ministério das Comunicações (MCom) e executada pela Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF).
Entre os órgãos incluídos nessa fase estão o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A rede utiliza infraestrutura de fibra óptica para interligar edifícios federais por meio de anéis metropolitanos conectados ao backbone da Telebras. Além do acesso à internet, a estrutura permitirá a comunicação direta entre os órgãos em uma rede privativa, com redundância e mecanismos próprios de segurança.
Na etapa inicial, o projeto tem como meta conectar 414 prédios públicos considerados prioritários. Em uma expansão posterior, a infraestrutura poderá chegar a aproximadamente 6,5 mil edificações federais em todo o País.
“É um passo fundamental para agilizar o atendimento ao cidadão, garantir mais eficiência na gestão de dados governamentais, reduzir custos operacionais com telecomunicações e otimizar os recursos do Estado”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Cronograma prevê mais 17 capitais em 2026
A primeira conexão desta fase foi entregue em junho, em Aracaju (SE), onde um prédio federal passou a utilizar a Rede Privativa Fixa. Além das quatro capitais previstas para outubro, o cronograma contempla outras 17 até dezembro.
Em novembro, a implantação deve alcançar Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Recife, Boa Vista, Porto Velho e Belém. Para dezembro, estão programadas Manaus, Palmas, Maceió, Natal, Fortaleza, João Pessoa, São Luís, Teresina e Brasília.
O cronograma também prevê a ampliação da infraestrutura instalada em Aracaju.
Rede móvel entra em operação assistida
Paralelamente à expansão da rede fixa, a Rede Privativa Móvel entrou em um período de operação assistida com duração prevista de 12 meses. A etapa será utilizada para testar os serviços em condições reais e realizar ajustes de desempenho, segurança e estabilidade antes da expansão da solução.
A rede móvel foi lançada em junho e se destina a comunicações de órgãos públicos, incluindo serviços considerados críticos. A infraestrutura fixa e a móvel fazem parte dos compromissos associados ao edital do leilão do 5G.
Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Cuiabá e Porto Alegre serão atendidas em uma etapa posterior. Segundo o MCom, o cronograma dessas capitais está sendo ajustado à conclusão das obras locais e à transferência técnica das redes para a Telebras. (Com assessoria de imprensa)
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