O Laboratório de Inteligência Artificial do Instituto Atlântico (Alia), inaugurado em Fortaleza, foi apresentado como uma iniciativa voltada à execução do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), com foco em soberania nacional, formação de pesquisadores e desenvolvimento de soluções brasileiras para a indústria. Na abertura do evento, Hugo Valadares, do diretor do departamento de incentivos às tecnologias digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (DEINC-MCTI), afirmou que o laboratório materializa uma política pública do governo federal para transformar investimentos em conhecimento, capacidades produtivas e tecnológicas.

“A gente se coloca como executor, como beneficiário e executor dessa política pública, para fazer com que essas tecnologias, os investimentos que vêm a vir do plano brasileiro, através de recursos, por exemplo, com recursos do FNDCT, eles de fato se transformam na construção de conhecimento, de capacidades produtivas e tecnológicas”, disse.
A estrutura recebeu R$ 15 milhões em investimentos, sendo R$ 13,8 milhões por meio de chamada da Finep, com recursos do FNDCT, além de aporte próprio do Instituto Atlântico.
PBIA e automação
O representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação afirmou que o PBIA busca ampliar as capacidades nacionais em IA. Ele destacou que a tecnologia não se resume a modelos de linguagem. E acrescentou:“IA é isso. É automação, é robô. A gente vê que isso sim vai fazer a grande diferença na produtividade brasileira. O Plano Brasileiro de IA vem nessa direção. Quando a gente vê um espaço como esse, isso aqui, gente, é ponta de lança”.
Investimento
O laboratório reúne infraestrutura computacional, GPUs, robôs, drones, braços robóticos, impressoras 3D e equipamentos para testes de automação industrial. Segundo Valadares, a rede criada pelo Alia alcança universidades e pesquisadores de diferentes estados, como Ceará, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Sul. Dos recursos públicos, R$ 4 milhões foram destinados a bolsas para formação de pesquisadores em inteligência artificial.
Formação e inovação aberta
Sandra Monteiro, secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, destacou a formação de pessoas como um dos principais efeitos do laboratório. Segundo ela, o Instituto Atlântico agrega profissionais “desde a formação técnica até a graduação e pós-graduação”.
A secretária também defendeu inovação aberta e acessível. Para ela, o avanço tecnológico precisa resultar em produtos e processos de qualidade, com participação das universidades e impacto para a sociedade.
Soberania como conhecimento
Luiz Alves, diretor de Inovação e Novos Negócios do Instituto Atlântico, associou a soberania nacional ao domínio do conhecimento em IA. “Eu não encontrei definição melhor de soberania do que conhecimento. A gente é soberano quando a gente tem conhecimento. A gente é soberano quando a gente conhece profundamente as coisas”, afirmou.
Para Alves, o Alia representa a articulação entre iniciativa privada, setor público, academia, empresas, startups e pesquisadores. Ele afirmou que a construção de conhecimento pode permitir ao país exportar tecnologia e reduzir dependências externas. “A partir do momento que a gente segura essas mãos, a gente consegue construir conhecimento. Ninguém mais vai segurar a gente pelo braço. E a gente vai conseguir exportar esse conhecimento”, disse.
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