O Instituto Atlântico inaugurou em Fortaleza o Laboratório de Inteligência Artificial (Alia), estrutura voltada à formação de profissionais, pesquisa aplicada e desenvolvimento de soluções de IA para a indústria. O laboratório recebeu R$ 15 milhões em investimentos, sendo R$ 13,8 milhões de recursos públicos obtidos por meio de chamada da Finep, com recursos do FNDCT, e cerca de R$ 2 milhões aportados pelo próprio Instituto Atlântico.

Dos recursos públicos, R$ 4 milhões foram destinados a bolsas para formação de pesquisadores em inteligência artificial. As bolsas atendem alunos de graduação, mestrado e doutorado vinculados a universidades públicas que integram a primeira rede do projeto, entre elas a Universidade Estadual do Ceará, a Universidade Federal do Ceará, a Universidade Federal do Cariri e a Universidade Federal de Alagoas.
Segundo representantes do Alia, a meta é formar 50 pesquisadores até o fim de 2027. “Aqui é uma infraestrutura, mas para formar pessoas, para formar pesquisadores dentro das universidades”, afirmou o diretor de inovação e novos negócios do Instituto Atlântico, Luiz Alves, durante a inauguração. Ele acrescentou que o objetivo é desconcentrar a formação em IA, levando capital intelectual para além do eixo Sul-Sudeste.
O laboratório reúne servidores de computação de alto desempenho, GPUs, braços robóticos, robôs humanoides, drones, impressoras 3D, esteiras com sensores e atuadores. A estrutura funcionará como ambiente de testes para algoritmos e aplicações industriais antes da implementação em linhas produtivas.
O Instituto Atlântico informou que já contratou R$ 26 milhões em projetos de inteligência artificial aplicada à indústria em 2026. A expectativa é chegar a R$ 45 milhões em contratos até o fim do ano. “Isso também corrobora a nossa tese de que há demanda”, acrescentou Alves, do Alia, ao relacionar os contratos ao interesse de empresas brasileiras por soluções desenvolvidas por ICTs nacionais.
Formação fora do eixo Rio-São Paulo
A formação de profissionais foi destacada também pelo representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Hugo Valadares, o Diretor do Departamento de Incentivos às Tecnologias Digitais (DEINC-MCTI). Ele afirmou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial busca ampliar capacidades nacionais e que laboratórios como o Alia podem apoiar a qualificação de pessoas e a aplicação da IA em processos produtivos. “Vamos formar pessoas ainda melhores. Vamos poder trazer processos produtivos para serem treinados aqui”, disse.
A representante da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, a secretária Sandra Monteiro, também associou o laboratório à formação de mão de obra. Segundo ela, o Instituto Atlântico tem sido um dos ambientes de inovação que mais agrega pessoas, “desde a formação técnica até a graduação e pós-graduação”.
Além do laboratório, o Instituto Atlântico informou que atua na capacitação por meio da Escola Avanti, voltada a tecnologias emergentes. Em 2025, a iniciativa registrou 9.044 inscritos, 1.238 matrículas e índice de retenção de 91%. No primeiro ciclo de 2026, 333 alunos foram certificados.
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