
O conselho de administração do Grupo TIM (Telecom Italia), controlador da TIM Brasil, iniciou nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, uma nova etapa formal na análise da oferta pública voluntária de aquisição e permuta lançada pela Poste Italiane. Em reunião presidida por Alberta Figari, o colegiado nomeou Evercore e Goldman Sachs como assessores financeiros e os escritórios BonelliErede e Gatti Pavesi Bianchi Ludovici como assessores jurídicos para examinar a proposta apresentada pela estatal italiana.
A decisão do conselho não representa aceitação da oferta, mas mostra que a administração da companhia estruturou sua frente de avaliação técnica e jurídica para examinar os termos da operação. No comunicado divulgado hoje, a TIM informou que os assessores apoiarão o board na análise e na avaliação da oferta pública total voluntária de compra e troca de ações feita pela Poste Italiane.
A proposta da Poste foi anunciada em 22 de março e avalia a Telecom Italia em 10,8 bilhões de euros. O desenho da operação prevê a aquisição da totalidade do capital da companhia e, em seguida, a retirada das ações da Telecom Italia da bolsa Euronext Milan. Pelos termos divulgados na ocasião, os acionistas da TIM receberiam um prêmio de 9,01% sobre o preço de fechamento das ações em 20 de março.
A conclusão do negócio depende, além da concordância do Conselho de dos acionistas, de autorizações regulatórias. A expectativa indicada pela Poste é concluir a transação até o fim de 2026.
O movimento atual se apoia em uma aproximação iniciada antes do lançamento da oferta integral. Em março de 2025, a Poste Italiane formalizou a compra de 15% das ações ordinárias da Telecom Italia que pertenciam à Vivendi. Com isso, sua participação subiu para 24,81% das ações ordinárias e 17,81% do capital social, tornando a estatal o maior acionista individual do grupo. O desembolso foi de 684 milhões de euros, a 0,2975 euro por ação. Naquele momento, a empresa já dizia buscar posição de acionista industrial de longo prazo e citava sinergias em serviços móveis, conteúdos digitais, pagamentos, energia, seguros e serviços convergentes.
Na oferta de março deste ano, o Brasil apareceu de forma explícita no racional estratégico apresentado pela Poste Italiane. A companhia destacou a operação brasileira da TIM como ativo relevante, caracterizado por elevada rentabilidade e significativa geração de caixa. Também afirmou que a presença no mercado brasileiro compõe a lógica de diversificação de receitas do grupo.
A mesma apresentação mencionou ainda que a integração com a TIM é tratada como continuidade de iniciativas já em curso desde a entrada da Poste no capital da operadora, incluindo contrato de MVNO, parceria no segmento de energia e produtos de seguros de proteção.
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