A ministra da Gestão, Esther Dweck, cumpre nesta semana uma agenda oficial na China voltada ao intercâmbio de experiências em transformação digital, gestão pública e soberania de dados, notadamente tendo em vista aplicações para a nuvem de governo.
Nessa toada, a ministra, além do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, que faz parte da comitiva, vista as empresas Huawei e China Eletronics Technology Group Coorporation – CETC, além de órgãos governamentais, como a Direção-geral de Administração de Arquivos, Ministério de Recursos Naturais, Direção-geral do Departamento de Servidores Públicos, Departamento de Organização, bem como universidades, a Politécnica de Shenzen, Tsinghua e Pequim, e o New Development Bank, comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff.
Segundo o Ministério da Gestão, a viagem não tem caráter comercial, mas busca ampliar o conhecimento sobre o ambiente de inovação chinês e promover a troca de práticas em áreas estratégicas da administração pública.
A pasta aponta que a delegação brasileira tem entre os principais focos os desafios relacionados à nuvem de governo e ao uso de inteligência artificial, com ênfase na necessidade de garantir controle nacional sobre dados sensíveis.
Nesse modelo, a Huawei inaugurou no Brasil uma parceria inédita com Serpro e Dataprev, na qual os equipamentos são instalados em data centers localizados no território nacional, com operação realizada por empresas públicas e comunicação externa controlada. A estratégia, segundo a ministra, visa reforçar a segurança cibernética e assegurar a autonomia sobre informações estratégicas.
“Ao concentrar dados governamentais e serviços em nuvem gerida exclusivamente por órgãos públicos e empresas públicas, fortalecemos a proteção contra ameaças cibernéticas e asseguramos que informações sensíveis permaneçam sob o controle nacional”, afirmou Esther Dweck.
A Dataprev tem uma parceria com a Huawei no Centro de Inteligência Artificial do Nordeste (CIAN), uma iniciativa que também reúne o Consórcio Interestadual do Nordeste e universidades federais, como UFC, UFRN, UFPB e UFPI, com o objetivo de desenvolver capacidades locais em inteligência artificial e promover a soberania digital na região.

