Esther Dweck: Brasil precisa saber usar seus dados para alcançar a soberania digital

O Brasil tem de saber usar seus dados para alcançar a soberania digital, advertiu a ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, ao participar do seminário “Futuro do Digital: Construindo uma estratégia para o Brasil”, realizado em Brasília, nesta quinta-feira, 9/4, para discutir a revisão da Estratégia Nacional de Transformação Digital, cuja consulta pública se encerrou nesta quarta-feira, 8.

Esther Dweck foi taxativa: o Brasil precisa ter uma base nacional de dados capaz de sustentar políticas públicas e o desenvolvimento da Inteligência Artificial. Para ter inteligência artificial, a gente precisa ter dados, os nossos dados, e capacidade de usá-los com soberania”, disse, reforçando que o Brasil busca desenvolver soluções tecnológicas com maior autonomia e controle sobre suas próprias bases informacionais.

A ministra reforçou que o digital, hoje, não é mais um setor, mas, sim, transversal ao governo – e por isso a revisão da estratégia ficou na Casa Civil. Esther Dweck defendeu que o digita é o alicerce da economia e da própria sociedade.” A tecnologia deixou de ser apenas ferramenta e passou a ser a própria infraestrutura de cidadania e de toda a discussão de soberania”, adicionou.

A ministra também enfatizou o avanço na construção de uma identidade digital nacional integrada à nova carteira de identidade e vinculada à oferta de serviços personalizados. “O nosso objetivo é construir um governo que conheça melhor a sua população e consiga atender suas necessidades de forma mais precisa, sempre com respeito à proteção de dados e à privacidade”, afirmou. Ela comemorou os números superlativos do Gov.br lembrando que apenas nos três primeiros meses deste ano, a plataforma superou mais de 1 bilhão de acessos.

Ao falar do seminário, Esther Dweck disse que ele vai decisões para os próximos anos, incluindo prioridades de investimento, regulação e atuação direta do Estado. “Essa estratégia (a de Transformação Digital) trata de soberania, competitividade, justiça social e sustentabilidade. É, acima de tudo, um projeto de desenvolvimento para o país”, concluiu.

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