Claro implanta 5.5G e Wi-Fi para 65 mil conexões no Nubank Parque

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A Claro anunciou nesta quinta-feira, dia 13, durante o SP2B, uma parceria estratégica com o Nubank Parque, o estádio do Palmeiras, em São Paulo, que torna a operadora fornecedora oficial de tecnologia e conectividade da arena. O projeto combina patrocínio, infraestrutura para o público e soluções voltadas à operação do complexo, com Wi-Fi gratuito de alta densidade, fibra óptica e rede móvel preparada para o 5G Advanced, ou 5.5G.

A infraestrutura conta com Wi-Fi 6 e foi dimensionada para suportar até 65 mil conexões simultâneas, segundo Adriano Rosa, diretor-executivo da Claro empresas. A rede é sustentada por fibra óptica dedicada com arquitetura em anel para suportar a demanda de transmissão da arena.

“São 792 equipamentos de alta densidade. É um Wi-Fi com alta densidade, com alta capacidade de transmissão”, afirmou Rosa. Segundo ele, a infraestrutura foi preparada para que um público possa realizar atividades como transmissão de vídeos e envio de fotos e áudios durante os eventos.

O Wi-Fi será gratuito e poderá ser utilizado por visitantes independentemente da operadora móvel. O usuário fará um cadastro para acessar a rede, e os dados também poderão alimentar ferramentas de analytics associadas à operação da arena.

O anúncio formal da parceria ocorreu em painel do SP2B com a participação de Márcio Carvalho, diretor de Marketing da Claro, e Marcelo Frazão, vice-presidente de Entretenimento da WTorre, administradora da arena.

“A novidade é que oficialmente agora a gente pode anunciar que a Claro passa a ser a fornecedora oficial de tecnologia e de conectividade do Nubank Parque”, afirmou Carvalho. Segundo o executivo, tecnologias como o novo 5G, ondas milimétricas e capacidade de fatiamento da rede fazem parte do projeto.

Rede híbrida para público e operação

Na rede móvel, o projeto leva à arena o 5G Advanced, evolução também conhecida como 5.5G, incluindo o uso de ondas milimétricas. A arquitetura foi concebida para ampliar capacidade e reduzir latência, além de permitir a segmentação da rede conforme o perfil de uso.

“O conceito é botar o 5.5G, então já com agregação, com diminuição de latência e com as ondas milimétricas para gerar capacidade”, explicou Carvalho.

A rede foi estruturada em modelo híbrido. O público utiliza a rede móvel comercial da Claro, enquanto aplicações corporativas e operacionais poderão receber recursos específicos de conectividade.

“Ela é híbrida. Para o cliente público, para nós, assistindo a um show, ele vai ter a experiência do 5G com alta capacidade. Quando eu falar para quem for trabalhar nos bastidores, aí ele vai ter acesso a todos esses serviços adicionais”, explicou Rosa. Segundo o executivo, o desenho considera não apenas os milhares de visitantes presentes em jogos e shows, mas profissionais de mídia, equipes de produção e demais trabalhadores envolvidos na realização dos eventos.

“Tem gente nos bastidores trabalhando, tem a turma que vai transmitir o evento, repórteres de campo cobrindo o evento”, disse Rosa. A proposta, acrescentou, é separar esses diferentes tipos de uso para assegurar a experiência adequada a cada perfil.

Slicing pode criar novos serviços

A infraestrutura já está preparada para receber aplicações, mas parte dos serviços que utilizarão os recursos avançados do 5.5G ainda está sendo desenvolvida. Claro e parceiros estudam modelos de negócio baseados em diferentes níveis de qualidade de serviço e segmentação da rede.

Entre as possibilidades citadas por Carvalho estão conexões específicas para produção de conteúdo e sistemas de pagamento e até planos diferenciados para influenciadores. “A gente pode ter um serviço que é exclusivo para podcast, YouTube. Nós temos outro exclusivo para maquininha de cartão de crédito. São muitas possibilidades que a gente está estudando como trabalhar nesse mercado”, afirmou.

O projeto também abre caminho para câmeras conectadas diretamente à rede móvel e transmissões sem cabeamento dentro da arena. Entre as possibilidades estão transmissões multicâmera e serviços que permitam ao público selecionar pelo smartphone o ângulo pelo qual deseja acompanhar determinado conteúdo.

“Já estão prontos, na verdade. É só questão de ter aplicação para rodar que a gente já pode começar a operacionalizar, seja com a maquininha de pagamento, seja para câmeras de segurança, seja para, em breve, termos uma transmissão sem os cabos”, afirmou Carvalho. “A infraestrutura está pronta.”

Rosa afirmou que a Claro também estuda como levar para o entretenimento experiências que já vêm sendo desenvolvidas em outros ambientes. “Talvez eu faça a transmissão dos jogos já em 5G, talvez eu não tenha a necessidade de um caminhão da transmissora lá. Tudo isso nós estamos praticando para levar para o entretenimento.”

Marcelo Frazão e Marcio Carvalho
Marcelo Frazão, da WTorre e Marcio Carvalho, da Claro

Da maquininha às empresas de mídia

A parceria amplia a atuação da Claro para além da conectividade do público. A Claro empresas passa a fornecer soluções para a operação do Nubank Parque e para o ecossistema de companhias que atua dentro do complexo.

O desenho inclui desde grandes empresas de mídia até pequenos e médios negócios que vendem produtos e serviços durante os eventos. Sistemas de pagamento são uma das aplicações em que disponibilidade e baixa latência podem interferir diretamente na operação comercial.

“Um projeto desse porte rompe com a lógica corporativa”, afirmou Carvalho durante o painel. “A gente também vai atender a pequena e média empresa que está vendendo ali, e vai estar prestando um serviço para as grandes empresas de mídia.”

A conectividade também poderá alimentar aplicações de analytics. Na entrevista concedida durante o SP2B, Carvalho citou a possibilidade de utilizar dados para compreender de onde vêm os visitantes, como se deslocam e quais gargalos enfrentam no trajeto até a arena.

Além disso, para Rosa, o projeto se insere na estratégia da Claro de integrar diferentes tecnologias conforme as necessidades do cliente. “Eu não estou preso a uma marca, eu não estou preso a uma tecnologia, eu estou preso ao que o cliente precisa. E como que eu posso levar isso de forma integrada?”, afirmou o executivo.

Tecnologia como parte da experiência

Para Marcelo Frazão, da WTorre, a conectividade amplia tanto as possibilidades de experiência do público quanto as oportunidades comerciais associadas à arena.

“Quando a gente fala de tecnologia, a gente fala de serviço, a gente fala de entretenimento, a gente fala de oportunidade de negócio”, afirmou. “No momento em que você tem uma arena com esse nível de tecnologia, você abre oportunidades de consumo, você abre oportunidades de interação dos nossos patrocinadores com esse público.”

A parceria dá continuidade a uma relação tecnológica entre Claro e a arena que antecede a implantação comercial do 5G no Brasil. Em 2019, o espaço recebeu uma demonstração em que o músico Lucas Lima tocou remotamente e sua imagem foi projetada no palco em formato de holograma. Posteriormente, a arena também foi utilizada em demonstrações do 5G.

Agora, a relação passa a incluir formalmente o patrocínio e o fornecimento de tecnologia e conectividade pela Claro, enquanto novas aplicações serão incorporadas à medida que os casos de uso e modelos comerciais forem definidos.

Além da infraestrutura, a parceria terá uma frente de relacionamento com consumidores. Clientes do Claro clube poderão resgatar ingressos para jogos do Palmeiras e shows realizados no Nubank Parque, além de participar de experiências associadas à arena.

Para Carvalho, a nova infraestrutura permite que a arena funcione como ponto de convergência entre diferentes perfis de clientes e serviços da operadora. “É realmente com a capacidade de fazer o entorno todo do negócio, trabalhar integrado para diversos segmentos aí do nosso negócio.”

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