
A empresa chinesa Galaxyspace, dona de uma constelação de satélites de órbita baixa, está com negociações avançadas para sua entrada no Brasil. O grupo está em tratativas com interessados locais para criação de uma joint venture, apurou o Tele.Síntese. Segundo fontes ouvidas por este noticiário, a empresa está reunindo toda a documentação para protocolar junto à Anatel o pedido de exploração de satélite estrangeiro. Para operar aqui, vai contratar um teleporto na região.
Em paralelo, vem negociando a realização de testes locais de campo em banda larga satelital, backhaul 5G e D2D já no trimestre final deste ano. A expectativa é de que consiga entrar no mercado brasileiro, via parcerias, em 2027, a fim de competir em um segmento hoje dominado pela estado-unidense Starlink, do bilionário Elon Musk.
Já existe, inclusive, um site dedicado ao mercado brasileiro, o galaxyspace.net. Ali, a empresa afirma que terá planos residenciais, corporativos e de mobilidade, e que busca atender verticais de IoT, mercado marítimo e de aviação, entre outros.
Conforme documento obtido pelo Tele.Síntese, a constelação em construção da Galaxyspace apresentou recentemente velocidades de download de 382 Mbps e de 91,3 Mbps, com latência de 28 ms. A empresa lançou 19 satélites LEO em janeiro deste ano, e em abril, outro focado em D2D, e afirma que seus acessos vão se aproximar de 1 Gbps.
Na China, a empresa é parceiras das gigantes locais de telefonia e banda larga China Unicom, China Mobile e China Telecom. Desde 2020, a empresa fabricou e lançou cerca de 40 satélites de “vários tipos”, informa em sua página na internet, e tem capacidade de produzir mais de 100 satélites por ano. Em seu website chinês, dá entender que tem interesse não apenas em operar, mas em ser um fabricante de satélites terceirizado para outras empresas. “A Galaxyspace estabeleceu uma nova geração de fábricas para manufatura inteligente de satélites, o que permite produção em massa e de baixo custo de centenas de satélites, além de possuir um vasto portfólio de plataformas satelitais”, diz.
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