
A Zaaz, empresa de banda larga fixa do grupo Waiken ILW, quer superar a marca de 1 milhão de clientes no Brasil até o fim de 2026. A expansão será baseada principalmente em aquisições de provedores regionais, em um mercado de fibra óptica considerado competitivo e com baixo espaço para crescimento orgânico acelerado.
A operação brasileira tem hoje mais de 600 mil clientes, distribuídos em 347 cidades de 11 estados. O número representa um salto em curto intervalo de tempo, segundo Cristiano Santana, CEO da Zaaz: “Estamos hoje com 600 mil no Brasil. Saímos, nós tínhamos há oito meses, 180 mil clientes. E hoje estamos com um pouco mais de 600 mil”, afirmou o executivo.
A meta da companhia é passar de 1 milhão de clientes até o fim de 2026. Para isso, a Zaaz mantém um pipeline de operações em análise, com processos de diligência e contratos em andamento. Santana afirmou que a empresa não olha apenas o número de clientes de cada alvo, mas a sinergia com a operação existente.
M&A
A Zaaz já realizou aquisições relevantes, como Próxxima e Online, além de operações menores. Segundo Santana, foram sete movimentos de M&A no último ano.
O executivo afirmou que a empresa prepara antes da assinatura dos contratos o plano de integração das operações adquiridas. Esse planejamento inclui rede, atendimento, sistemas, contabilidade, finanças e captura de sinergias.
Segundo Santana, a companhia busca capturar sinergias rapidamente, no chamado “mês zero”, e não apenas meses depois da aquisição. A estratégia é integrar as empresas compradas em uma rede única e em uma estrutura operacional comum.
Crescimento orgânico limitado
A Zaaz não pretende abrir novas cidades organicamente neste processo de expansão. O crescimento natural ocorrerá dentro dos municípios em que já atua, acompanhando a expansão demográfica e a ocupação das redes existentes.
Santana afirmou que, em empresas consolidadoras ou operações que já passaram de 800 mil clientes, o crescimento orgânico anual dificilmente ultrapassa 5% ou 6%. Para ele, o mercado está muito disputado, o que limita avanços mais rápidos sem aquisições.
O executivo também mencionou a presença de empresas clandestinas no setor como fator de concorrência desleal, especialmente quando há operadores que não recolhem tributos corretamente.
B2B e integração com o grupo
Embora a prioridade da Zaaz seja o mercado residencial, a receita B2B já supera 10% do total. Santana vê espaço para ampliar essa participação em mais 5 a 8 pontos percentuais, mas afirmou que o foco de 2026 segue concentrado em compras, consolidação e integração.
A marca Zaaz será mantida para banda larga fixa no Brasil e na América Latina pela Waiken. Já o SkyLink, serviço de internet satelital com Amazon Leo, ficará em outra empresa dentro do ecossistema Waiken, assim como a Sky Móvel. A antiga Sky Fibra, que operava sobre redes neutras, foi descontinuada em dezembro de 2025. Segundo Santana, a empresa não tem mais clientes operando nesse modelo. A operação de fibra própria passou a ser concentrada na Zaaz.
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