A Sky começou a ampliar sua atuação em conectividade com dois novos serviços: a Sky Móvel, operação móvel virtual feita em parceria com a Surf e a TIM, e o SkyLink, serviço de internet satelital que usará a infraestrutura da Amazon Leo. As duas iniciativas fazem parte da estratégia da Waiken ILW de transformar a marca em uma oferta integrada de TV, streaming, banda larga e telefonia.
A Sky Móvel entrou em fase beta em abril, com testes em cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Segundo André Ribeiro, responsável pela unidade de negócios, o objetivo inicial foi testar processos, identificar pontos de atrito e acompanhar os primeiros clientes de forma individual antes da expansão.
O rollout nacional começa em maio, primeiro pelos demais cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com previsão de avanço acelerado para outras regiões. A meta é que o serviço esteja disponível nacionalmente em junho.
A oferta inicial no beta partiu de R$ 29, com desconto de 50% nos três primeiros meses. O produto começa no modelo controle, com voz, SMS, franquia de dados e alguns aplicativos. A empresa também avalia ofertas pré-pagas e pós-pagas, mas condiciona o lançamento à demanda.
Base da Sky
A estratégia comercial parte da base atual da Sky, estimada em cerca de 4 milhões de clientes. Ribeiro afirmou que, no longo prazo, a companhia vê potencial para que aproximadamente metade dessa base tenha também serviço móvel.
A empresa quer vender a Sky Móvel de forma integrada aos demais produtos do grupo, incluindo TV, streaming, internet e serviços digitais. A lógica é aumentar a presença da Sky na rotina dos clientes e reduzir a dependência de uma única linha de receita.
A operação não exige investimento em rede móvel própria. A infraestrutura é fornecida pela Surf, com uso da rede da TIM. A Sky entra com marca, canais de distribuição, relacionamento com a base e capacidade de empacotamento.
SkyLink e Amazon Leo

O segundo eixo é o SkyLink, serviço de internet satelital baseado na constelação de baixa órbita da Amazon Leo. O produto será voltado tanto ao consumidor final quanto ao mercado corporativo.
Gustavo Fonseca (foto acima), presidente da Sky Brasil, afirmou que o lançamento depende do cronograma da Amazon, incluindo a formação da constelação, a implantação dos gateways terrestres e a densidade mínima de satélites para cobertura. A expectativa é iniciar a operação pelo Sul do Brasil.
Rodrigo Fernandes, líder da unidade de negócios SkyLink, disse que o produto será competitivo e buscará se diferenciar por valor agregado, canais, atendimento, suporte e integração com as demais ofertas do grupo.
Para consumidores finais, a empresa não prevê franquia de dados. Fernandes afirmou que a venda da internet satelital não deve se apoiar apenas em velocidade, mas em uma combinação de navegação em banda larga, baixa latência e disponibilidade de rede.
Empresas
No B2B, o SkyLink terá abordagem distinta. A Sky assinou contrato com a Amazon para serviços corporativos em janeiro de 2026. A proposta inclui conectividade IP, VPN privada, interligação entre infraestruturas e acesso a ambientes AWS sem passagem pela internet pública.
A companhia vê casos de uso em empresas com filiais em áreas remotas, agricultura, mineração, bancos, telecomunicações e operações que exigem maior resiliência. A combinação entre fibra e satélite também será explorada em ofertas corporativas, inclusive em soluções de SD-WAN e backup.
A Sky não será revendedora exclusiva da Amazon Leo no Brasil. Segundo Fonseca, a Amazon também pode ter operação própria no país, enquanto a Sky atuará em paralelo, com ofertas integradas ao seu ecossistema.
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