Tercius: meta do MCom em 2025 é avançar em letramento digital

Tercius: meta do MCom em 2025 é avançar em letramento digital

MCom quer avançar em letramento digital em 2025, diz Tercius
Hermano Tercius, em evento da Bloomberg; letramento digital deve ser o foco das próximas políticas públicas (crédito: Tele.Síntese)

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações (MCom), Hermano Tercius, disse, nesta segunda-feira, 7, que o objetivo da pasta para 2025 é avançar nos indicadores de inclusão e letramento digital. A ideia é que a iniciativa seja posta em prática com a participação de big techs.

Tercius lembrou, no evento Warm-Up Bloomberg, em São Paulo, que 10% da população não faz uso da internet por falta de habilidades digitais.

Como exemplo dessa dificuldade com o mundo virtual, ele citou uma pesquisa do ano passado que mostrou que 76% dos brasileiros não sabiam enviar e-mail com anexo. Em seguida, Tercius disse que, após ajustes metodológicos, a edição deste ano do mesmo estudo mostra que ainda 70% não conseguem fazer a mesma operação.

“Para alcançar a meta 2030 [da Organização das Nações Unidas], teríamos que aumentar em dez vezes o ritmo de letramento digital”, pontuou.

Na avaliação do secretário, a qualificação tecnológica não deve ser uma tarefa apenas do setor de telecomunicações. Para o MCom, as big techs, por se beneficiarem do mundo digital, precisam participar de projetos com essa finalidade. Tercius ainda disse que a pasta tem mantido conversas com as gigantes de tecnologia para lançar projetos de inclusão e letramento pelo País.

“Estamos tentando trazê-las para essa discussão. Elas não querem contribuir com infraestrutura porque entendem que é obrigação das telcos, mas, nesta parte de letramento digital, estamos conversando para que, de alguma maneira, possam contribuir para isso. Essa é a nossa principal ideia para o ano que vem: conseguir evoluir em letramento digital”, reforçou o secretário.

Visão semelhante

Na semana passada, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, disse que as políticas públicas de telecom precisam mudar. Segundo ele, nos últimos 25 anos, o foco foi expandir a rede. Agora, o objetivo deve ser fazer as pessoas usarem a tecnologia.

“A gente precisa qualificar a população brasileira e as empresas também, uma vez que 5G tem características que permitem aumentar a produtividade”, afirmou.

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