Starlink e Amazon se unem para comprar espectro satelital na Europa, que reage e sai em defesa da soberania tecnológica

A disputa pelo espaço acirra a discussão geopolítica que atormenta o mundo. Segundo reportagem da Reuters, a Starlink e a Amazon se uniram para viabilizar a compra de uma fatia do espectro de satélite móvel europeu no próximo ano.

As empresas americanas Viasat e EchoStar possuem licenças que expiram em maio de 2027 e a Comissão Europeia tem considerado como alocar o espectro futuro, ao mesmo tempo em que o bloco se esforça para reduzir a dependência da tecnologia americana.

Fontes da Reuters, no entanto, sustentam que dois terços do espectro de satélite que permitem que dispositivos móveis e veículos se comuniquem, mesmo em locais remotos, seriam reservados para empresas europeias.

A rede multiórbita IRIS2 da União Europeia, composta por 290 satélites, uma resposta à Starlink, estará entre as empresas europeias que receberão algum espectro, disseram as fontes.

Empresas britânicas e norueguesas também podem concorrer a uma licença, disseram as fontes. Os detalhes da proposta, que deve ser anunciada nesta quarta-feira,27, ainda podem mudar em uma reunião de comissários no mesmo dia, disse uma das fontes.

Questionado, o porta-voz da Comissão, Thomas Regnier, disse que a conectividade via satélite em toda a UE era “sinônimo de resiliência, segurança e capacidade”, dado o atual contexto geopolítico. “A conectividade via satélite é uma peça fundamental de nossa soberania tecnológica, nossa segurança e nossa defesa, como também destacado pelo IRIS2”, sustentou.

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