A Unifique registrou receita operacional líquida de R$ 344,7 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 20,5% em relação aos R$ 286,1 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira, 12.

A receita bruta chegou a R$ 411,7 milhões, alta anual de 16,9%. O segmento residencial (B2C) respondeu por R$ 329,8 milhões, avanço de 17,4%, enquanto a receita do mercado corporativo (B2B) aumentou 15,1%, para R$ 81,9 milhões.
O EBITDA totalizou R$ 169 milhões, 17,5% acima dos R$ 143,8 milhões registrados no segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA, contudo, recuou 1,3 ponto percentual, para 49%. Não houve ajustes por eventos não recorrentes no período, de modo que o EBITDA ajustado também ficou em R$ 169 milhões.
O lucro líquido apresentou crescimento mais limitado, de 1,5%, passando de R$ 45,2 milhões para R$ 45,9 milhões. A margem líquida caiu de 15,8% para 13,3%.
Um dos fatores que restringiram a evolução do resultado foi o aumento das despesas financeiras, que cresceram 70,7% e atingiram R$ 47,8 milhões. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 20,2 milhões, mais que o dobro da perda de R$ 9,8 milhões registrada um ano antes.
A elevação dos encargos está relacionada principalmente à quarta emissão de debêntures da Unifique, concluída em março deste ano. Os juros e encargos sobre a dívida somaram R$ 37 milhões, alta anual de 81,4%.
No primeiro semestre, a receita líquida acumulou R$ 673,7 milhões, avanço de 21,2%. O EBITDA cresceu 22,5%, para R$ 339,6 milhões, e o lucro líquido aumentou 19,2%, alcançando R$ 98 milhões.
Receita móvel aumenta 148,3%
A receita de telefonia móvel atingiu R$ 35,5 milhões no trimestre, crescimento de 148,3% em relação aos R$ 14,3 milhões do mesmo período de 2025. A base móvel chegou a 337.732 acessos, alta anual de 98,6%.
A Unifique encerrou junho com cobertura móvel própria em 211 cidades — 123 em Santa Catarina e 88 no Rio Grande do Sul —, ante 71 municípios um ano antes. A população alcançada pela rede passou de 1,7 milhão para aproximadamente 5,9 milhões de pessoas.
Entre as linhas ativadas no segundo trimestre, 48,3% vieram de portabilidade de outras operadoras. Os planos combinados com banda larga concentravam 85% da base móvel, equivalente a 287.685 acessos. O churn do serviço caiu de 1,97% para 1,41%.
A receita classificada como TV e mídia também apresentou alta, de 194,8%, para R$ 113,5 milhões. O balanço atribui a variação à reestruturação dos planos de banda larga iniciada em julho de 2025, que aumentou a participação dos serviços de valor adicionado nos pacotes. Pelo mesmo motivo, a receita contabilizada como internet recuou 13,1%, para R$ 235,4 milhões.
Banda larga supera 909 mil acessos
A base de banda larga da Unifique cresceu 11,4% em um ano e encerrou o trimestre com 909.352 acessos. O período teve 5.409 adições orgânicas líquidas e a incorporação de 23.957 acessos provenientes da aquisição da iSUPER Telecom.
A operação contava com 3,89 milhões de domicílios cobertos por fibra, expansão anual de 4,5%. O churn da banda larga passou de 1,50% para 1,48%.
O crescimento da base foi mais acentuado no Paraná, onde os acessos avançaram 267,6%, para 32.927. Santa Catarina permaneceu como o principal mercado da operadora, com 701.592 acessos, enquanto o Rio Grande do Sul encerrou junho com 174.833.
Dívida líquida chega a R$ 387,3 milhões
A dívida bruta da Unifique alcançou R$ 1,18 bilhão, aumento de 81,2% frente ao fim de 2025. O avanço refletiu, principalmente, a emissão de R$ 500 milhões em debêntures e a liberação de R$ 37,8 milhões de um financiamento do BNDES com recursos do Fust.
O caixa e os equivalentes somaram R$ 661,3 milhões. A dívida líquida ficou em R$ 387,3 milhões, alta de 20,7%, e a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses passou de 0,53 vez para 0,58 vez.
Os investimentos totalizaram R$ 77,1 milhões no trimestre, queda anual de 16,2%. No semestre, o capex chegou a R$ 164,1 milhões, crescimento de 9,8%. O fluxo de caixa livre foi de R$ 79,5 milhões, ante R$ 75,9 milhões no segundo trimestre de 2025.
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