Por R$ 1,4 bi: Grupo Oi estrutura venda da unidade B2B

A gestão judicial da Oi informou hoje, 20, à Justiça que concluiu a estruturação da UPI Oi Soluções, unidade que reúne a operação B2B do grupo e que foi avaliada em R$ 1,417 bilhão, valor mediano apurado em laudo econômico-financeiro da G5 Partners. A proposta integra a estratégia de liquidação ordenada de ativos da companhia e pode resultar tanto em alienação pública quanto em uso da unidade como garantia para obtenção de liquidez imediata.

Oi: subsidiárias Tahto e Serede pedem recuperação judicial
Oi: subsidiárias Tahto e Serede pedem recuperação judicial /Foto: Divulgação

Segundo o relatório apresentado pela gestão judicial, a operação foi desenhada para reunir todos os contratos e negócios B2B da Oi voltados à oferta de conectividade, serviços digitais e tecnologia da informação para clientes corporativos. A estrutura contempla base de clientes, contratos públicos e privados, receitas, custos, fornecedores e demais elementos econômicos relacionados à atuação corporativa da companhia.

A unidade foi organizada com 100% dos ativos do grupo referentes à operação B2B, abrangendo serviços de telecomunicações, soluções de conectividade e serviços de TI prestados diretamente a pessoas jurídicas usuárias finais. Também foram incluídos os contratos e a base de clientes no escopo dessa operação corporativa, em estrutura pensada para preservar a atividade econômica enquanto a recuperação judicial segue em curso.

A modelagem foi apresentada pela gestão judicial como uma forma de cumprir a ordem de liquidação ordenada dos ativos, mas preservando a continuidade do negócio em uma estrutura corporativa diferente da atual. A avaliação é que a transferência da operação com contratos vigentes aumenta o valor agregado do ativo, por se tratar de venda de unidade em funcionamento, no modelo going concern.

O que ficou de fora

Os ativos que eram da concessão de telefonia fixa ficaram fora da UPI Oi Soluções. Tal operação foi arrematada recentemente pela Método Telecom, em leilão judicial da unidade que reúne STFC, serviços tridígito, interconexão e a continuidade da prestação do serviço de voz fixa por meio de acessos coletivos e individuais nas 7,4 mil localidades em que a Oi atua como única opção até dezembro de 2028, infraestrutura de torres, incluindo mastros, postes, cavaletes, bases, cabeamento e ativos correlatos. A segregação foi feita para acomodar as exigências regulatórias e os compromissos assumidos pela companhia no Termo de Autocomposição com a Anatel, especialmente nos serviços essenciais remanescentes.

Avaliação e próximos passos

A G5 Partners foi contratada para elaborar a avaliação econômico-financeira da unidade. O laudo estimou valor entre R$ 1,272 bilhão e R$ 1,599 bilhão, com mediana de R$ 1,417 bilhão, equivalente a 1,4 vez o valor da receita em enterprise value, com base em fluxo de caixa descontado para a firma.

O relatório afirma que grandes empresas já manifestaram interesse nos ativos, embora não identifique quais grupos apresentaram consultas ou propostas. A gestão judicial sustenta que a estrutura pode se converter em liquidez imediata para a Oi e atender à preservação da operação, com potencial de beneficiar o cumprimento do plano de recuperação judicial e os credores da companhia.

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