Huawei Cloud incorpora nova geração da IA DeepSeek no Brasil

A Huawei Cloud lançou no Brasil o Model as a Service, o MaaS, plataforma que permite a empresas acessar modelos avançados de inteligência artificial por API sem precisar montar infraestrutura própria para hospedar, operar e escalar modelos de grande porte. A solução chega ao país com foco em reduzir o custo de uso de IA generativa em ambientes corporativos, ampliar a previsibilidade do consumo de tokens e acelerar a criação de aplicações como assistentes virtuais, agentes de atendimento, análise documental, automação de processos e geração de código.

De acordo com a Huawei, a modalidade MaaS chega em um momento em que empresas brasileiras avançam da fase de testes para projetos de IA em produção, mas ainda enfrentam barreiras relacionadas ao custo dos tokens, à complexidade técnica, à escolha de modelos, à latência e à segurança no tratamento de dados. Em comparações com modelos de desempenho equivalente disponíveis no mercado, o DeepSeek V3.2, posicionado como alternativa ao GPT-4o para uso geral, pode representar uma economia de até 89% em cenários de uso intensivo.

A plataforma reúne modelos como DeepSeek V3.2, DeepSeek R1, GLM-5 e GLM-5.1, além de já contemplar o DeepSeek V4, nova geração da família DeepSeek. Para aplicações de raciocínio avançado, o DeepSeek R1 representa uma redução de 96% no custo por token em relação ao OpenAI o1. O GLM-5, especializado em documentos longos e geração de código, oferece 67% de economia frente ao GPT-4o. O GLM-5.1, modelo topo de linha da família, representa 78% de economia em relação ao GPT-4o Advanced e ao Claude Opus 4.6. Com isso, o MaaS amplia o portfólio de modelos acessíveis para empresas que buscam aplicações de linguagem, raciocínio avançado, análise de documentos, desenvolvimento assistido por IA e criação de agentes corporativos.

Segundo a Huawei, o MaaS não funciona como um chatbot pronto ou uma aplicação final para o usuário. A solução atua como uma camada de back-end para empresas e desenvolvedores, fornecendo o modelo, o processamento e a geração de tokens para que cada organização construa suas próprias aplicações. Os modelos rodam nos servidores da Huawei Cloud, em infraestrutura otimizada com chips de IA Ascend, desenvolvidos pela própria Huawei.

Um dos principais desafios enfrentados por empresas que escalam IA generativa é a imprevisibilidade do consumo. Em aplicações com agentes, atendimento automatizado ou análise de grandes volumes de documentos, a quantidade de tokens pode crescer rapidamente, pressionando margens e dificultando o planejamento financeiro. Ao oferecer modelos sob demanda e cobrança proporcional ao uso, o MaaS busca dar mais flexibilidade para que empresas ajustem seus projetos conforme o volume real de utilização.

Para empresas brasileiras, os principais casos de uso do MaaS incluem atendimento inteligente, triagem de documentos, análise de contratos, apoio a áreas jurídicas e de compliance, extração de informações de relatórios, automação de backoffice, desenvolvimento de software e criação de agentes especializados para processos internos.

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