Governo encaminha projetos de lei para aumento da JCP e CSLL

Governo encaminha projetos de lei para aumento da JCP e CSLL

Governo envia ao Congresso projetos para aumento da JCP e CSLL
Debate sobre aumento na JCP e CLSS continuam no Congreso Nacional | Foto: Rubens Gallerani Filho / PR

O governo encaminhou ao Congresso Nacional projetos de lei que visam aumentar as alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CLSS) e do imposto sobre a renda retido na fonte incidente sobre os juros sobre capital próprio (JCP). As medidas constam em Mensagem publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 30. 

O texto das propostas, com o detalhamento da majoração, não foram divulgados até a última atualização desta reportagem. 

A intenção de encaminhar os projetos já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última semana. Em entrevista a jornalistas, ele informou que as propostas seriam encaminhadas como uma salvaguarda extra ao que foi aprovado no acordo de compensação da desoneração da folha, a ser analisado pelos parlamentares caso o montante gerado seja insuficiente para fechar as contas. 

A possibilidade de aumentar a CSLL e a JCP chega ao Congresso como parte do orçamento de 2025, entre previsões de receita. Termina nesta semana o prazo para o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). 

Impasse

O aumento das alíquotas foi proposto pelo governo dentro do acordo de reoneração, mas não houve apoio por parte dos parlamentares, e do mercado, incluindo o setor de telecom.

Para a CSLL – que funciona atualmente nos percentuais de 9% a 20% –, sugeria-se o aumento em um ponto percentual.  Já para o JCP, a intenção do governo seria ampliar de 15% para 20%.

Desoneração

A desoneração da folha de pagamento, em vigor desde 2011, permite que as empresas recolham de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de 20% sobre o salário dos empregados. Atualmente, beneficia 17 setores, incluindo TICs. O acordo pela reoneração prevê um acréscimo gradual, sendo: 5% (sobre a folha) em 2025, 10% em 2026, 15% em 2027 e 20% em 2028.

O projeto de lei de compensação à renúncia gerada pelo benefício é elemento exigido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para manter a vigência do benefício, que chegou a ter sua prorrogação anulada por liminar pela falta de previsão orçamentária. O prazo máximo determinado pela Corte para a conclusão da tramitação da proposta no Congresso Nacional é 11 de setembro.

O impacto da desoneração vem sendo estimado entre R$ 18 bilhões a R$ 25 bilhões ao ano, a expectativa é mais baixa quando analisada pelo Legislativo, e mais alta nos cálculos do Executivo.

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