Gigante dos EUA prevê desemprego de 30%: “Gostem ou não, vivemos a era da IA”, diz CEO da Verizon

O CEO da Verizon, Dan Schulman, defendeu que líderes empresariais adotem maior transparência sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho, afirmando que a tecnologia deve transformar completamente a forma como as empresas operam.

Em entrevista ao The Wall Street Journal, Schulman classificou o momento atual como “muito difícil” e ressaltou a importância de uma comunicação direta com funcionários. “Ser autêntico, realista e dizer a verdade, tanto quanto possível, é essencial”, afirmou.

“Goste-se ou não, vivemos na era da IA. Eu gosto”, emendou o presidente da maior operadora móvel dos Estados Unidos.

As declarações vêm meses após a Verizon anunciar um plano de reestruturação que inclui o corte de mais de 13 mil postos de trabalho. À época, o executivo, ex-CEO da PayPal, não atribuiu diretamente as demissões ao avanço da IA, destacando sobretudo a busca por maior eficiência operacional. A empresa também criou um fundo de US$ 20 milhões voltado à requalificação profissional, transição de carreira e apoio à recolocação de funcionários.

Schulman fez projeções mais amplas sobre o impacto da tecnologia, estimando que a automação baseada em IA pode levar a taxas de desemprego entre 20% e 30% nos próximos três a cinco anos. Segundo ele, a transformação será inevitável e exigirá adaptação tanto de empresas quanto de trabalhadores.

Desde que assumiu o comando da Verizon, em outubro de 2025, o executivo tem incentivado os funcionários a adotarem a tecnologia no dia a dia. Entre as iniciativas sugeridas, estão exercícios criativos como escrever poemas com o uso de IA, discutir o tema com familiares e até elaborar versões automatizadas de seus próprios obituários, como forma de entender como sistemas inteligentes interpretam trajetórias humanas.

Schulman também apontou que a inteligência artificial pode atingir níveis comparáveis à capacidade humana já no fim de 2026. Além disso, destacou o potencial de robôs humanoides para impactar empregos manuais e afirmou que o avanço da computação quântica deverá provocar uma nova onda de transformações tecnológicas.

Relatório recente da Boston Consulting Group, citado pelo WSJ, reforça esse cenário ao prever que a IA deve remodelar cerca de metade dos empregos nos Estados Unidos nos próximos dois a três anos, com eliminação direta de aproximadamente 15% das vagas.

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