A Claro não quis falar muito sobre a incorporação da Desktop, comprada por R$ 4 bilhões em março, por esperar ainda a aprovação da Anatel e do CADE, mas espera ter o aval e começar a integração da companhia ainda este ano, revelou o CEO, Rodrigo Marques, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 23 de abril, em São Paulo.
A compra da Desktop foi determinada por três fatores: presença em São Paulo; qualidade de rede e base relevante de clientes. Marques não quis falar sobre sinergias ou sobre sobreposição de rede, mas disse ter certeza que a Desktop trará muitos ganhos à Claro.
Indagado se a operadora brasileira vai continuar indo às compras, Marques disse que todas as oportunidades são estudadas, inclusive, no mercado de TI. Questionado se há interesse da Claro na Oi Soluções, colocada à venda pela Oi pelo valor de R$ 1,4 bilhão, o CEO foi cauteloso, mas disse que todo e qualquer ativo será avaliado. “Se a Oi Soluções for colocada à venda, vamos avaliar como avaliamos tudo”.
Aos jornalistas, Rodrigo Marques deixou claro que, neste momento, há uma grande preocupação com o aumento de custo de memórias e outros produtos por conta da guerra do Irã e do desabastecimento. “Estamos negociando muito com os fornecedores para tentar reter repasse ao consumidor, mas a situação está ficando bem apertada. Vamos até o máximo que pudermos, mas se continuar assim, o reajuste acontecerá”, disse. A Abinee soltou uma nota oficial dizendo que há o risco de um reajuste de 30% ao consumidor.
Marques, no entanto, se mostrou preocupado com a falta de equipamentos. A Claro está abastecida, mas já há produtos começando a faltar no mundo, entre eles, modems banda larga fixa e CPEs. “Se a situação persistir, há o risco de disponibilidade sim”, completou.
Marques falou ainda sobre negociar o serviço D2D. Ele admitiu que está negociando com a Starlink, mas não adiantou se para o B2B ou para B2C. O CEO diz que o D2D não é igual banda larga fixa via satélite, mas preferiu não adiantar mais detalhes.

