
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu anuência prévia à operação societária que resultará em alteração do controle indireto da TIM, da I-Systems Soluções de Infraestrutura e da TI Sparkle Brasil Telecomunicações. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Diretor em circuito deliberativo realizado ontem, 23 de junho.
Na análise do processo, a área técnica da Anatel concluiu que a transação não prevê o ingresso de um novo agente econômico e não altera de forma relevante o cenário competitivo dos mercados varejistas de telecomunicações. A operação também foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 29 de abril.
A alteração decorre da oferta apresentada pela Poste Italiane para adquirir a totalidade da Telecom Italia, controladora da TIM Brasil. Como a operação ocorre no topo da cadeia societária do grupo, a eventual mudança de controle da companhia italiana alcança indiretamente as empresas brasileiras.
Não se trata, portanto, da venda direta das ações da TIM, da I-Systems ou da TI Sparkle Brasil. A transferência ocorre na estrutura internacional que controla essas prestadoras, razão pela qual a operação dependeu de anuência prévia da Anatel.
Poste já era a maior acionista da Telecom Italia
A Poste Italiane já havia ampliado sua presença no capital da Telecom Italia antes de apresentar a oferta pela totalidade do grupo. Em março de 2025, a empresa adquiriu da francesa Vivendi uma participação de 15% nas ações ordinárias da companhia.
Somada à fatia de 9,81% comprada anteriormente da Cassa Depositi e Prestiti, a aquisição elevou a participação da Poste para 24,81% das ações ordinárias e 17,81% do capital social da Telecom Italia. Com isso, a empresa passou a ser a maior acionista individual do grupo.
Em março de 2026, a Poste anunciou uma oferta avaliada inicialmente em € 10,8 bilhões para adquirir as ações restantes da Telecom Italia. A proposta previu pagamento em dinheiro e ações da própria Poste aos acionistas da companhia de telecomunicações.
Segundo as informações divulgadas à época, a operação busca integrar as atividades de telecomunicações da Telecom Italia aos negócios da Poste em pagamentos, seguros, serviços financeiros, logística e serviços digitais. As empresas estimaram receitas combinadas de aproximadamente € 26,9 bilhões.
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