TIM fecha contrato de R$ 18 milhões para levar 5G a 20 hidrelétricas da AXIA, ex-Eletrobras

A TIM Brasil vai ampliar a conectividade móvel em 20 usinas hidrelétricas no país, em uma parceria com a AXIA Energia que combina redes 4G e 5G e prevê investimentos de R$ 18 milhões até o fim de 2026. A iniciativa teve início em abril e inclui a transformação da Usina de Itumbiara, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, na primeira hidrelétrica do Brasil com cobertura 5G.

O projeto busca ampliar a conectividade em áreas remotas onde estão localizadas as usinas, alcançando também as comunidades do entorno. Ao final da implantação, a expectativa é beneficiar cerca de 478 mil pessoas em 58 municípios e 66 distritos, incluindo áreas urbanas e rurais. Na primeira fase, já em execução, cerca de 185 mil pessoas devem ser atendidas, entre moradores de cidades, distritos e propriedades rurais, além de escolas públicas.

A instalação de novas antenas tem como objetivo reforçar a segurança operacional e melhorar a comunicação nas usinas, além de impulsionar a digitalização e a eficiência das operações. Segundo a AXIA Energia, a conectividade permitirá monitoramento remoto mais avançado, respostas mais rápidas e maior integração entre unidades, com impacto direto na gestão e na tomada de decisões.

A TIM destaca que o projeto também reforça o papel da conectividade em ambientes críticos, levando infraestrutura de telecomunicações a locais com pouca cobertura e contribuindo para a inclusão digital da população. As redes implantadas serão abertas e públicas, permitindo o acesso das comunidades locais.

Do total previsto, R$ 13 milhões serão aplicados na primeira etapa, que contempla dez usinas. A empresa de energia planeja expandir a iniciativa para outras unidades e subestações nos próximos dois anos, com investimentos adicionais que podem chegar a R$ 48 milhões. Entre os próximos empreendimentos a receberem a tecnologia estão as usinas de Santo Antônio e Tucuruí, após a conclusão do projeto piloto em Itumbiara.

Além das redes convencionais, o projeto inclui a instalação de antenas móveis com painéis solares em unidades como Furnas e Itumbiara, solução voltada a ampliar a cobertura em áreas sem infraestrutura. No caso da usina piloto, a implementação de uma rede 5G privada permitirá aplicações mais avançadas, como sensores de Internet das Coisas, uso de drones conectados em tempo real, inspeções com robôs ou veículos autônomos e monitoramento contínuo de equipamentos.

A iniciativa é considerada pioneira no setor elétrico brasileiro ao integrar, de forma estruturada, conectividade avançada às operações de geração de energia. A expectativa é que a infraestrutura digital criada sirva de base para ganhos de eficiência e novas aplicações tecnológicas no médio e longo prazo.

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