
A Telefónica encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita de € 8,127 bilhões, alta de 0,8% em termos constantes e de 0,4% em valores correntes. O EBITDA ajustado somou € 2,836 bilhões, crescimento de 1,8% em base constante e de 1,3% em termos correntes.
Com os resultados do período, a companhia confirmou os objetivos financeiros para 2026. As metas incluem crescimento de 1,5% a 2,5% em receita e EBITDA ajustado, aumento superior a 2% no fluxo de caixa operacional ajustado após arrendamentos, relação entre investimento e receita em torno de 12%, fluxo de caixa livre de aproximadamente € 3 bilhões e redução da alavancagem em direção à meta de 2028.
Brasil cresce acima da média do grupo
A Telefónica Brasil foi um dos destaques operacionais entre os mercados principais do grupo. A operação brasileira registrou crescimento de 7,4% na receita e de 8,7% no EBITDA ajustado no primeiro trimestre. A base chegou a 117,5 milhões de acessos, recorde para a companhia.
A oferta convergente Vivo Total alcançou 3,6 milhões de acessos, aumento de 33% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A cobertura 5G da operação brasileira chegou a 70% da população, segundo o balanço global da controladora.
No consolidado global, a Telefónica encerrou março com 297,9 milhões de acessos, alta anual de 5,3%. Os acessos em fibra até a casa do cliente cresceram 8,6%, para 14 milhões. O grupo informou possuir 162,7 milhões de unidades imobiliárias passadas com redes de banda larga ultrarrápida, das quais 74,9 milhões em FTTH.
Dívida cai no trimestre
A dívida financeira líquida da Telefónica caiu cerca de € 1,5 bilhão no primeiro trimestre e encerrou março em € 25,342 bilhões, queda de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025. A relação de endividamento ficou em 2,72 vezes.
O fluxo de caixa operacional ajustado após arrendamentos somou € 1,375 bilhão, avanço de 2,4% em termos constantes. Já o fluxo de caixa livre das operações continuadas ficou em € 333 milhões, resultado associado pela empresa à sazonalidade do início do ano.
Os investimentos do grupo somaram € 866 milhões no trimestre, queda de 1%. A relação entre investimento e receita ficou em 10,7%, abaixo da referência de aproximadamente 12% definida para o ano.
Prejuízo reflete operações descontinuadas
O lucro líquido ajustado das operações continuadas, indicador que considera o resultado recorrente dos negócios consolidados no grupo, foi de € 482 milhões no primeiro trimestre. O lucro líquido não ajustado das operações continuadas somou € 386 milhões.
No resultado consolidado, porém, a Telefónica registrou prejuízo líquido de € 411 milhões entre janeiro e março. O desempenho foi afetado por perdas de € 798 milhões em operações descontinuadas, atribuídas principalmente aos efeitos das vendas realizadas no Chile, na Colômbia e no México.
A companhia informou que concluiu, no primeiro trimestre, as saídas da Colômbia e do Chile. No início de abril, assinou a venda da operação no México, ainda sujeita a condições de fechamento, incluindo aprovações regulatórias. (Com assessoria de imprensa)
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