
A Starlink consolidou-se como o principal negócio da SpaceX no segundo trimestre de 2026 ao dobrar sua base de assinantes para 12 milhões e responder por cerca de 55% da receita consolidada da companhia. A operação de conectividade registrou faturamento de US$ 4,29 bilhões, alta de 66% na comparação anual, enquanto o lucro operacional avançou 79%, para US$ 1,66 bilhão. Essa informação foi divulgada hoje, dia 4, no balanço do período, o primeiro como empresa aberta na Nasdaq.
O crescimento foi impulsionado pela expansão da base de clientes residenciais, pelo avanço dos contratos empresariais e governamentais e pela ampliação da oferta de conectividade para aviação e serviços móveis. A Starlink adicionou 1,7 milhão de assinantes em relação ao primeiro trimestre, quando atendia 10,3 milhões de usuários.
Mercado corporativo acelera crescimento
A receita proveniente de consumidores alcançou US$ 2,49 bilhões, crescimento de 44% em um ano. O desempenho foi ainda mais forte entre clientes empresariais e governamentais, cuja receita aumentou 108%, chegando a US$ 1,81 bilhão. Esse segmento já representa mais de 40% do faturamento da operação de conectividade.
Durante o trimestre, a SpaceX expandiu a presença da Starlink no mercado de aviação com novos contratos, incluindo a American Airlines, e ampliou acordos de conectividade móvel direta via satélite com operadoras como SoftBank, NTT Docomo e Spark NZ. A companhia também informou ter recebido mais de US$ 6 bilhões em contratos plurianuais da Starshield, voltados a comunicações seguras e aplicações de defesa nos Estados Unidos.
Os investimentos da divisão de conectividade somaram US$ 1,37 bilhão no trimestre, destinados principalmente ao desenvolvimento dos satélites Starlink V3 e à expansão da infraestrutura orbital. No primeiro semestre, a SpaceX realizou 78 lançamentos, colocando 1.041 toneladas em órbita, em grande parte para ampliar a capacidade da constelação.
Durante a teleconferência de resultados, o CEO Elon Musk afirmou que o mercado ainda subestima o potencial da Starlink. Segundo o executivo, os satélites V3 terão aproximadamente dez vezes a capacidade da geração anterior e a empresa pretende elevar na mesma proporção o volume de unidades lançadas. “Wall Street está subestimando a Starlink,”, afirmou.
O executivo ainda disse que, mesmo com uma eventual redução do preço por unidade de capacidade transmitida, a expansão da rede poderá elevar significativamente a receita da operação nos próximos anos, à medida que a nova geração de satélites entrar em serviço.
IA concentra investimentos da companhia
Embora a conectividade tenha permanecido como o maior negócio da SpaceX, a área de IA concentrou a maior parte dos investimentos realizados no trimestre. O segmento recebeu US$ 15,83 bilhões em aportes, ante US$ 1,37 bilhão destinados à Starlink.
A divisão de IA registrou receita de US$ 2,56 bilhões, crescimento de 247% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionada por contratos de computação, assinaturas do Grok e receitas da plataforma X. Apesar da expansão, a operação ainda apresentou prejuízo operacional de US$ 1,26 bilhão.
No consolidado, a SpaceX encerrou o segundo trimestre com receita de US$ 7,81 bilhões, crescimento de 92% na comparação anual. O prejuízo líquido caiu para US$ 541 milhões, enquanto o EBITDA ajustado alcançou US$ 3,54 bilhões.
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