Sebrae Rio mapeia os desafios enfrentados por empresas de TI para atuar no RJ

Para identificar e planejar ações para os pequenos negócios do setor de TI, o Sebrae Rio realizou um mapeamento setorial que contemplou pesquisa quantitativa, rodas de conversas e entrevistas individuais com empresários para identificar os desafios de quem empreende na área. No levantamento, o público focado foi composto por empresas que atuam no desenvolvimento/distribuição de software e serviços ou suporte técnico em tecnologia.

Sessenta e um por cento das empresas de TI do Estado do Rio de Janeiro atuam há mais de 10 anos nesse mercado. Para esses empreendedores, os maiores desafios são acesso a capital para investimento, mão de obra qualificada e planejamento a longo prazo e as principais deficiências seriam gestão comercial e marketing. Metade das empresas (50%) pretendem reestruturar os seus modelos de negócio.

“Foram identificados basicamente dois perfis de empresas no setor: o primeiro de empresas mais estruturadas que possuem um nível gerencial mais avançado e a principal necessidade é o desenvolvimento de estratégias de marketing e comercial para ganho de mercado. E um segundo que é composto por aquelas empresas que, apesar de já estabelecidas no mercado, ainda precisam aperfeiçoar sua gestão empresarial, pois precisam redefinir seus modelos de negócios e melhorar sua gestão financeira, gestão de processos entre outros temas pertinentes a gestão”, aponta André Santana, analista da Coordenação de Empresas de Base Tecnológica do Sebrae Rio.

O mapeamento mostrou que 87% dos respondentes possuem ensino superior ou grau maior de escolaridade; que 91% deles são do sexo masculino – o que aponta para necessidade da diversidade – e que, apesar dos desafios apresentados, a visão de futuro e perspectivas para o setor são positivas.

“Se observarmos os principais cases de sucesso em ecossistema de Inovação pelo país, como Florianópolis, em Santa Catarina; Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais; e Recife, em Pernambuco, vemos como força motriz desses movimentos são os empresários engajados com instituições que os representam, com universidades e o com poder público para pensar e gerar transformação no ambiente em que estão empreendendo. Estimular essas conexões e engajamento e fortalecer as empresas do setor estabelecidas aqui, pode mudar essa percepção e dar ao Rio de Janeiro um protagonismo ainda mais relevante no cenário nacional” conclui o analista.

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