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Provedores do Sul pedem apoio financeiro do governo para reconstrução de redes

Nesta terça-feira (21), em audiência com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, as associações de provedores de internet regionais do Rio Grande do Sul, apresentaram uma série de demandas para que o governo federal ajude na reconstrução das redes que foram drasticamente afetadas pelas enchentes no estado.

(Divulgação)

Junto com o ministro do MCom e o superintendente de controle de obrigações da Anatel, Gustavo Borges, esteve os representantes da Abrint, InternetSul, Abramulti, Redetelesul, Associação NEO, Pronet, Aspro e Telcomp.

As associações buscam ajuda financeira para os provedores regionais por meio do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Fábio Badra, presidente da InternetSul, associação que representa os mais de 630 provedores de Internet do RS, explica:

“Nosso objetivo é que este valor seja não reembolsável pura e simplesmente porque essas empresas foram destruídas, estão em dificuldade e precisam de ajuda nesse momento para que se possa manter os empregos, os compromissos e toda a cadeia econômica que está neste ecossistema”.

De acordo com os dados apresentados pela InternetSul no encontro, dos 460 provedores de Internet do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes, 445 são de pequeno porte, com menos de 5 mil assinantes. Na crise climática foram afetados 94 provedores, com atuação em 149 cidades.

A rede prejudicada soma 6.176 km de extensão, que tinha 344 PoPs e conectava 1,15 milhão de clientes, dos quais 30%, ou 220 mil, foram diretamente prejudicados. Segundo a associação, o número de clientes afetados pode chegar a 338,4 mil.

Além disso, 773 dos 7,5 mil funcionários dos provedores estão desalojados. A estimativa é que as perdas em infraestrutura de rede estão entre R$ 785 milhões e R$ 1,21 bilhão.

Além da ajuda através do Fust, as associações apresentaram outras demandas como:

  • Alguma forma de desoneração para as empresas, similar ao que ocorreu durante a pandemia.
  • Ajuda com a folha de pagamento, incluindo suspensão de contratos de trabalho, entre outras medidas.
  • Financiamentos com juros simbólicos, período de carência e prazo longo para pagamento.
  • Barreiras para evitar que outras empresas avancem sobre as áreas das prestadoras de pequeno porte atingidas e que estão passando por momentos de fragilidade, garantindo que a ajuda e os recursos sejam destinados exclusivamente à reconstrução e recuperação das empresas afetadas.
  • Atenção total para que todos os recursos cheguem principalmente às micro e pequenas empresas que não têm condições de acesso direto ao FUST e às políticas de desoneração.
  • Reconhecimento público da importância do setor na conexão do Rio Grande do Sul e de todo Brasil de forma mais enfática pelo Ministério.

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