
O OpenCDN, projeto do NIC.br para descentralizar a distribuição de conteúdos digitais no Brasil, atingiu a marca de 1 Tbps de tráfego total agregado. Segundo o NIC.br, o volume representa dados entregues localmente por infraestrutura conectada aos Pontos de Troca de Tráfego do IX.br, reduzindo a necessidade de provedores buscarem conteúdo por trânsito IP ou enlaces de longa distância.
A iniciativa permite que CDNs instalem servidores de cache em centros de dados parceiros distribuídos pelo país. Esses equipamentos armazenam temporariamente cópias de conteúdos digitais de alto consumo e se conectam ao IX.br por meio do OpenCDN. Com isso, parte do tráfego é entregue mais perto do usuário final.
A lógica do projeto é reduzir a concentração da distribuição de conteúdo em poucos grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Segundo o NIC.br, a entrega local reduz a dependência de conexões de longa distância, diminui latência e congestionamentos e melhora a estabilidade da conexão em horários de pico.
“O OpenCDN ataca um problema estrutural da rede no país: a concentração de conteúdos em poucos grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Ao trazer ‘cópias’ de conteúdos de plataformas como Globo, Netflix, Google, Meta e outros para mais perto de cidades das diferentes regiões, diminui a dependência de conexões de longa distância. Essa descentralização reduz a latência e os congestionamentos, além de melhorar a estabilidade da conexão em horários de pico, aumentando de forma perceptível a qualidade da experiência dos usuários”, afirma Antonio M. Moreiras, gerente de Projetos e Desenvolvimento no NIC.br.
Economia estimada
A marca de 1 Tbps tem impacto econômico para o ecossistema de provedores, conforme estimativa do NIC.br. O volume corresponde a tráfego entregue localmente, sem que os provedores precisem buscar os mesmos conteúdos por trânsito IP ou enlaces de transporte de longa distância.
Considerando referências de mercado entre R$ 0,80 e R$ 3 por Mbps, o projeto estima economia agregada entre R$ 9,6 milhões e R$ 36 milhões por ano para provedores nacionais.
O OpenCDN opera como infraestrutura neutra e compartilhada, sem fins lucrativos, com custos rateados entre os participantes e gestão do NIC.br. O modelo viabiliza a presença de CDNs comerciais em regiões onde, segundo o material, não haveria investimentos próprios no curto ou médio prazo.
Para os ISPs, o ganho indicado pelo NIC.br não se limita ao custo de trânsito. Como cerca de 70% do tráfego típico de um provedor é composto por conteúdo distribuído por CDNs, a aproximação desses caches do IX.br local também permite maior controle sobre a engenharia de tráfego.
Infraestrutura compartilhada
O OpenCDN depende de parceiros públicos e privados. Eles cedem data center, energia, links e infraestrutura física para viabilizar o acesso local aos conteúdos pelos provedores.
“Essa conquista é resultado do crescimento contínuo do número de CDNs interessadas em instalar seus caches no OpenCDN e de provedores interessados em acessá-los. O sucesso da iniciativa também está diretamente ligado à atuação dos nossos parceiros, sejam públicos ou privados”, afirma Moreiras. Segundo o gerente do NIC.br, a atuação dos parceiros é parte da estratégia para reduzir custos e ampliar a escala da descentralização. “A cooperação de diversas empresas e entidades públicas permite que a descentralização seja mais barata e tenha maior escala”, diz.
A iniciativa começou a operar em junho de 2018, com um piloto em Salvador (BA). Atualmente, está presente também em Manaus (AM), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Caruaru (PE), Feira de Santana (BA), Belém (PA) e Goiânia (GO). A próxima cidade prevista é Campo Grande (MS). (Com assessoria de imprensa)
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