MVNO poderá ter acesso ao espectro secundário?

MVNO poderá ter acesso ao espectro secundário?

(crédito: Freepik)

Uma das grandes disputas já iniciadas no mercado de telefonia celular e que será endereçada no novo Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que estabelece os mercados relevantes a serem regulados pela Anatel, refere-se ao acesso ao uso secundário do espectro.

Diferentes grupos empresariais já estão externando suas posições junto à Anatel e, dessa vez, o embate não está se dando apena entre os  prestadores de pequeno porte e as operadoras de grande porte. Na verdade, os próprios prestadores de pequeno porte estão  divididos quanto a essa questão, o que, segundo fontes do mercado, poderá até mesmo respingar na composição atual das diferentes entidades representativas das empresas.

Os operadores regionais como Brisanet, Unifque e Iez! Telecom (ou Cloud2U) que foram ao leilão e pagaram pelas frequências de 5G em caráter primário argumentam que a ocupação de frequências em caráter secundário é fundamental para eles se fortalecerem e terem fôlego para os grandes investimentos que precisam que ser feitos para o cumprimento das obrigações do edital. Essas empresas têm o compromisso de levar o 5G para cidades com menos de 30 mil habitantes.

Por outro lado, os ISPs que estão se aglutinando em diferentes modelos de negócios, mas sob a forma de MVNOs, argumentam que, para se promover o avanço da telefonia móvel para as pequenas localidades, a exemplo do que ocorreu com a banda larga fixa, eles precisarão de ter mais frequências, e não apenas usar aquela que a MNO (grande operadora que faz acordo de cessão de sua rede para o ingresso do MVNO) disponibiliza.

Acesso secundário

Mas os operadores regionais que compraram suas próprias frequências já demonstraram grande apetite pelo espectro secundário de 700 MHz que era da Winity. Conforme a Anatel, as operadoras regionais pediram a ocupação dessa frequência em centenas de cidades em suas áreas de cobertura.

A Ligga Telecom, por sinal, outra vencedora do leilão do 5G chegou a pedir a ocupação do espectro em cerca de mil cidades. Mas o modelo da Ligga é bastante desafiador, pois ela está se associando a um consórcio de ISPs que ficará responsável por prestar o serviço de telefonia celular mesmo quanto às obrigações do leilão. Esse modelo, por sinal, ainda passa pelo escrutínio da Anatel, que ainda não deu o sinal verde para a proposta.

Embora o novo PGMC esteja quase que dormindo em berço esplêndido nos corredores da Anatel, há uma proposta para que os MVNOs autorizados (aqueles que têm numeração própria e não atuam apenas como revendas, como os credenciados) sejam liberados para atuar no mercado de atacado e assim passar a também ter acesso ao mercado secundário de espectro.

Hoje, os MVNOs não podem ter acesso a essas frequências porque não têm autorização para licenciar suas próprias estações rádio base. A norma da agência estabelece que o licenciamento da estação é da prestadora de origem, ou seja, do MNO. O debate esquenta.

Compartilhe

IA, cabos submarinos e escala 6×1: os destaques da semana no Congresso
IA, cabos submarinos e escala 6×1: os destaques da semana no Congresso
Anatel aprova regimente interno do GT de Consensualidade
Anatel aprova regimente interno do GT de Consensualidade
Brasil é parceiro chave na agenda digital, diz representante da Comissão Europeia
Brasil é parceiro chave na agenda digital, diz representante da Comissão Europeia
Vazamento de dados da Polícia Civil do Maranhão no PIX é o quinto episódio do ano
Enquanto mercado funcionar, não há problema na concentração, diz Anatel
Enquanto mercado funcionar, não há problema na concentração, diz Anatel
Segurança para quem atua nas redes de telecomunicações
Telecom e Radiodifusão geraram 540 mil empregos formais em 2025
Prazo para pedir parabólica gratuita termina neste sábado
Prazo para pedir parabólica gratuita termina neste sábado
810 milhões de mulheres não têm acesso à Internet móvel
810 milhões de mulheres não têm acesso à Internet móvel
TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas
TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas