
As exportações brasileiras de produtos de telecomunicações somaram US$ 89,3 milhões entre janeiro e abril de 2026, queda de 18,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Abinee divulgado nesta terça-feira, 2. No mesmo intervalo, as importações do segmento alcançaram US$ 943 milhões, alta de 0,9%.
No acumulado do período, as vendas externas do setor eletroeletrônico brasileiro atingiram US$ 2,65 bilhões, crescimento de 6% frente ao primeiro quadrimestre de 2025. Já as importações somaram US$ 16,75 bilhões, avanço de 2%, resultando em déficit comercial de US$ 14,1 bilhões, 1,3% superior ao registrado um ano antes.
Telecom perde espaço nas exportações
Entre os segmentos analisados pela Abinee, telecomunicações registrou uma das maiores retrações nas exportações.
A entidade aponta que a queda foi puxada principalmente pela redução das vendas externas de cabos para telecomunicações, que recuaram 72%, e de equipamentos de comutação privada, com retração de 68%.
O movimento também apareceu no resultado mensal. Em abril, as exportações da área de telecomunicações totalizaram US$ 22,7 milhões, queda de 8,7% na comparação com abril de 2025.
Celulares impulsionam importações
Pelo lado das importações, o principal destaque do segmento de telecom foi o avanço das compras externas de telefones celulares.
Em abril, as importações de produtos de telecomunicações cresceram 26% frente ao mesmo mês do ano anterior, impulsionadas por uma expansão de 73% nas compras de celulares.
No acumulado de janeiro a abril, a Abinee registra crescimento de 30% nas importações de telefones celulares.
As importações totais da área de telecomunicações chegaram a US$ 943 milhões no quadrimestre, enquanto os componentes para telecomunicações responderam por US$ 949 milhões entre os produtos mais importados do setor eletroeletrônico brasileiro.
Semicondutores avançam
Outro indicador relevante para o mercado de TICs foi o crescimento das importações de semicondutores.
As compras externas desses componentes somaram US$ 2,66 bilhões entre janeiro e abril, aumento de 36% na comparação anual. Os semicondutores permaneceram como o principal item importado do setor eletroeletrônico brasileiro.
Também cresceram as importações de máquinas para processamento de dados, que alcançaram US$ 608 milhões no quadrimestre, avanço de 24%, e de componentes para informática, que totalizaram US$ 1,18 bilhão.
Segundo a Abinee, os componentes elétricos e eletrônicos representaram 52% de todas as importações do setor eletroeletrônico no período, somando US$ 8,6 bilhões.
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