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Desoneração: Senado pede ao Supremo suspensão da liminar

 Após acordo, Congresso concorda em suspender julgamento da desoneração

Em mais um capítulo sobre a desoneração da folha de pagamentos, a sexta-feira, 17 de maio, começou com o envio de uma petição do Senado ao Supremo Tribunal Federal (STF), manifestando a concordância com o pedido da Advocacia Geral da União (AGU) de suspender por 60 dias a liminar concedida sobre a questão, que autorizava a reoneração.

O pedido seguiu para o tribunal como resultado da reunião entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ontem.

Concedida pelo ministro Cristiano Zanin no âmbito de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 7633), de autoria do governo por meio da AGU, a liminar pôs fim à desoneração da folha de pagamentos de 17 setores produtivos da economia brasileira e municípios com até 156 mil habitantes.

Segundo o acordo entre Executivo e Legislativo, a reoneração da folha de pagamento está prevista a partir de 2025, com uma cobrança gradativa, de 5% ao ano, até atingir 20% no ano de 2028. Em relação aos municípios, o pedido da AGU não os incluía como beneficiários da suspensão dos efeitos da liminar. A partir do acordo entre governo e Pacheco, no entanto, a suspensão por 60 dias é defendida também para o trecho que trata da medida relacionada às prefeituras.

No comunicado do STF, o Senado destaca: “O projeto de lei resulta de um diálogo entre os Poderes Executivo e Legislativo na busca das soluções mais adequadas para a preservação do equilíbrio orçamentário e fiscal e também para o restabelecimento progressivo da oneração dos dezessete setores da economia, alinhado com segurança jurídica e um planejamento tributário e fiscal das empresas afetadas”.

Agora, cabe ao magistrado aceitar ou não o pedido da AGU. Se isso não acontecer até dia 20, segunda-feira, as empresas deverão recolher os 20% de INSS sobre os salários dos funcionários. Mas a Receita Federal já emitiu comunicado dizendo que as declarações DCTFWeb/eSocial poderão ser retificadas posteriormente, “sem qualquer prejuízo aos contribuintes”. Já no caso de Zanin aceitar a suspensão, fica valendo o acordo entre Planalto e Congresso, que depois será votado.

O texto com os aspectos discutidos entre governo e Congresso foi apresentado pelo senador Efraim Filho (União-PB). Se a tramitação urgente for aprovada pela Casa, a relatoria ficará por conta de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.

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