Data centers: Eldorado do Sul pode atrair US$ 300 bilhões, estima Scala

O campus de data centers planejado pela Scala em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul, pode atrair até US$ 300 bilhões em investimentos caso toda a capacidade prevista seja ocupada, estimou Luciano Fialho, vice-presidente sênior da Scala Data Centers, em entrevista ao TV Síntese. O projeto é desenhado para 5 GW de capacidade energética e tem como foco o processamento de inteligência artificial.

Segundo Fialho, o empreendimento foi estruturado a partir da identificação de disponibilidade de energia na subestação Guaíba 3, a 28 quilômetros de Porto Alegre. A Scala comprou 5 milhões de metros quadrados ao lado da subestação e opcionou outros 5 milhões de metros quadrados. A proximidade com a infraestrutura elétrica, afirmou, reduz a necessidade de longas linhas de transmissão.

O executivo disse que a companhia recebeu confirmação de disponibilidade de 5 GW ao longo do tempo, com 1,8 GW disponíveis imediatamente. O projeto está agora na fase de parecer de acesso ao grid e de preparação do licenciamento ambiental, urbanístico e de acesso viário.

Conta bilionária

A estimativa de US$ 300 bilhões considera a soma dos investimentos do operador de data center e dos hyperscalers que instalariam os equipamentos de processamento. Segundo Fialho, a construção de data centers exige cerca de US$ 10 milhões por megawatt. No caso de IA, os clientes podem investir até cinco vezes esse valor em GPUs, servidores e sistemas de resfriamento.

“Para cada megawatt, eu tenho US$ 60 milhões”, afirmou. Aplicada à escala de 5 GW, a conta chega a US$ 300 bilhões. Ele ponderou que a implantação ocorreria em etapas, ao longo de dois, três, cinco ou até dez anos, conforme a demanda.

Energia e regulação

O executivo apontou a matriz elétrica brasileira como vantagem estrutural. Segundo ele, mais de 88% da energia do país é renovável, e o sistema interligado permite escoamento entre regiões. Ao mesmo tempo, disse que o setor elétrico precisa se adaptar ao ritmo dos data centers, já que projetos do tipo podem ser implantados em 18 a 24 meses, enquanto reforços de transmissão levam de cinco a sete anos.

Além do Redata, Fialho citou como desafios o licenciamento de cabos submarinos e terrestres, regras de proteção de dados, regulação de inteligência artificial e maior coordenação entre setor elétrico e infraestrutura digital.

A Scala e a Energiza contrataram a Fundação Getulio Vargas para medir os efeitos socioeconômicos de o Brasil se tornar um hub internacional de processamento de IA. Segundo Fialho, o estudo deve tratar de geração de empregos, renda, produção, impactos no PIB e efeitos sobre a cadeia produtiva.

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