
O Brasil ocupa a 26ª posição no ranking global de velocidade de banda larga fixa, com média de download de 221,53 Mbps no mês de março, segundo levantamento da Ookla, dona do Speeptest. O desempenho coloca o país à frente de mercados como Itália (117,11 Mbps) e Alemanha (103,72 Mbps), de acordo com os dados apresentados no estudo.
O relatório atribui parte desse resultado à atuação de provedores regionais, que apresentam níveis de desempenho superiores à média nacional em diferentes situações.

Desempenho acima da média entre provedores regionais
Entre os destaques, empresas como Blink Telecom e Desktop aparecem com velocidades medianas acima da média brasileira. Esses provedores mantêm desempenho superior mesmo quando considerado o grupo dos 10% de usuários com menor qualidade de serviço.

Por outro lado, operadoras com atuação regional mais ampla, como Ligga e Algar, registram velocidades medianas abaixo do índice nacional no período analisado.

Expansão da fibra no país
A pesquisa também destaca o avanço da fibra óptica no Brasil. Ao final de 2024, 18,7% da população contava com assinaturas desse tipo de conexão, índice acima da média de 17,1% observada nos países da OCDE. O dado indica a ampliação do acesso à tecnologia no país, em linha com a evolução da infraestrutura de banda larga fixa.
O estado de Santa Catarina é citado como exemplo de alta fragmentação do mercado. Provedores como Ateky, P4net Telecom, Unetvale, Serra Geral Internet e RVT Telecom possuem participação individual próxima de 1% no mercado local. O cenário indica a presença de múltiplos operadores de pequeno porte atuando simultaneamente em determinadas regiões.
O estudo aponta ainda que o mercado brasileiro de banda larga fixa passa por movimentos de consolidação. Um dos casos mencionados é o anúncio da Claro sobre a intenção de adquirir participação de controle na Desktop. A operação ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores brasileiros. (Com assessoria de imprensa)
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