CPQD inicia projeto Era 6G apostando em IA e arquitetura aberta

Preparar o Brasil para a próxima geração da conectividade móvel, posicionando o país na vanguarda da tecnologia 6G. Esse é o objetivo principal do projeto Evolução em Redes Abertas rumo ao 6G (ERA 6G), que o CPQD está começando a desenvolver com o apoio de recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações.

Com duração de 36 meses, o ERA 6G vai viabilizar aplicações de última geração – como realidade estendida, IoT massivo e comunicações holográficas – e, ao mesmo tempo, solucionar gargalos históricos de conectividade em áreas rurais e remotas. O projeto tem como foco o desenvolvimento de uma infraestrutura móvel de sexta geração baseada em arquiteturas abertas, desagregadas e altamente programáveis. Seu diferencial está no uso nativo de Inteligência Artificial (AI-native) para a gestão da rede.

“Na transição do 5G para o 6G, o grande desafio é democratizar a conectividade. Para levar a inclusão digital aos pontos mais remotos do país, precisamos de redes mais baratas e menos complexas”, afirma Rodrigo Poncio, gerente de Telecom do CPQD. “A arquitetura aberta permite um crescimento modular, conforme surgem as demandas. Dessa forma, o investimento inicial torna-se mais acessível, o que facilita a expansão da cobertura para regiões desassistidas atualmente”, explica.

Para alcançar essa eficiência, o projeto propõe uma infraestrutura modular “AI-native”, capaz de aprender e tomar decisões de forma autônoma. Agentes de IA especializados atuarão em frentes críticas: negociação de espectro, reconfiguração dinâmica de slices (fatiamento de rede) e desligamento de elementos ociosos para economizar energia. Além da otimização de recursos, o sistema terá capacidade de detectar e neutralizar ameaças cibernéticas em tempo real.

O cronograma do ERA 6G inclui também a construção de protótipos de funções de rede virtualizadas e a realização de provas de conceito para validar aplicações avançadas em cenários urbanos, rurais e industriais. “Com esse projeto, o Brasil dá um passo decisivo para se posicionar como protagonista no desenvolvimento da próxima geração de comunicações móveis”, conclui Rodrigo Poncio.

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