
A Claro Telecom Participações encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida total de R$ 13,326 bilhões, alta de 6,5% na comparação com igual período de 2025. O EBITDA somou R$ 5,964 bilhões, avanço de 5,8%, com margem de 44,8%, ligeiramente abaixo dos 45,1% registrados um ano antes. Os dados constam do relatório de resultados divulgado na noite de ontem, 21 de abril.
O crescimento do trimestre foi sustentado principalmente pela operação móvel. A receita móvel alcançou R$ 7,317 bilhões, expansão de 7,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi apoiado pela liderança em portabilidade, pela ampliação da base pós-paga e pelo avanço do ARPU, que cresceu 4,6% no período.
Pós-pago e 5G
A base total de clientes móveis chegou a 90,8 milhões. Desse total, 59,7 milhões estavam no segmento pós-pago ao fim de março, crescimento de 8,7% em 12 meses. O pós-pago já representa 65,7% da base móvel total, ganho de 3 pontos percentuais na comparação anual. A empresa informou ainda saldo de 900 mil linhas portadas nos últimos 12 meses.
No 5G, a Claro afirmou ter encerrado o trimestre com 22,6 milhões de clientes e participação de 35,8% nesse mercado. No pré-pago, a base ficou em 31,1 milhões de linhas. A operadora também informou que houve aceleração nas recargas ao longo do trimestre.
Banda larga, TV e convergência
Nos serviços residenciais, a companhia reportou adição líquida de aproximadamente 114,8 mil assinantes de banda larga fixa no trimestre. A participação de mercado era de 19,6% em fevereiro de 2026. No recorte de velocidades a partir de 500 Mbps, a empresa declarou liderança com 22,8% de participação.
Em TV por assinatura, a Claro informou participação de 57,2% do mercado brasileiro em fevereiro, consideradas todas as tecnologias. Já a base de clientes com oferta convergente, combinando serviços móveis e residenciais, cresceu 14,4% na comparação anual.
B2B avança e compra da Desktop segue em análise
No mercado corporativo, a empresa destacou crescimento nas plataformas de soluções digitais e mobilidade, com menções a cloud, omnichannel, data center, voz móvel e M2M/IoT. Também citou expansão em SD-WAN e internet na plataforma de dados.
Em 22 de março de 2026, a controlada Claro NXT celebrou contrato para aquisição de 73,01% do capital social da Desktop. A operação ainda depende de aprovação do Cade e da Anatel, além da realização de oferta pública de aquisição para os demais acionistas.
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