A velocidade com que as informações circulam e a necessidade permanente de estar conectado vêm impondo novos desafios à saúde mental. A hiperconectividade, impulsionada pelas redes sociais e pela inteligência artificial, tem contribuído para o aumento da ansiedade, do estresse e do chamado burnout digital, fenômeno que afeta diferentes gerações, mas preocupa especialmente entre os jovens que, nos próximos anos, ocuparão posições de liderança nas organizações.
Em entrevista ao CDTV, o médico especialista em saúde ocupacional Alexandre Toscano, que participou do 2º Encontro Nacional de TIC do Sistema S, organizado pela Network Eventos, em Brasília, explica como a construção da identidade cada vez mais influenciada por algoritmos, a busca constante por validação social e o medo de ficar desconectado estão alterando o comportamento humano. Segundo o especialista, o autoconhecimento é fundamental para identificar gatilhos emocionais, desenvolver filtros cognitivos e buscar ajuda antes que quadros de ansiedade, depressão ou esgotamento se agravem.
E a tecnologia, essa mesma que tem levado ao adoecimento, pode ser parte da solução. Plataformas digitais e algoritmos voltados à saúde mental já ajudam médicos e empresas a identificar riscos psicossociais, prevenir crises e apoiar ações de bem-estar, ampliando o cuidado com a saúde emocional e contribuindo, inclusive, para a prevenção do suicídio.
