Avanço do 5G depende da troca do celular por clientes, diz Gebara

Avanço do 5G depende da troca do celular por clientes, diz Gebara

O 5G tem crescido no Brasil, mas o ritmo de seu avanço depende da expansão da base de usuários com smartphones compatíveis, avalia CEO da Telefônica Vivo, Christian Gebara. Atualmente, cerca de 30% dos clientes pós-pagos da operadora têm dispositivos com a tecnologia, mas no pré-pago o número é pequeno, observou em coletiva de imprensa online realizada nesta quarta-feira, 6. Do total de 101 milhões de acessos móveis da companhia, 16,6% são em quinta geração.

Há, portanto, um longo caminho na transição do 4G para o 5G. Segundo ele, atualmente já se encontra preço de entrada de R$ 940 para celulares 5G. Ainda assim, é um valor não condizente para parcela da população que recorre ao pré-pago.

Câmbio pode atrapalhar a demanda

Gebara diz que o resultado das eleições nos Estados Unidos não terá nenhum efeito sobre os números da Vivo nos próximos meses. Mas alerta que alterações cambiais, como a desvalorização do real frente ao dólar, podem levar a aumento de preços nos smartphones.

“Nosso negócio não são os smartphones. Os aparelhos são 6% do nosso resultado. Então repassaremos o aumento. Para nosso resultado não tem nenhum impacto [a elevação do câmbio] mas tem para o cliente e para o País, pois afeta as taxas de inflação”, comentou.

Em relação às operações da Vivo, o CEO observa que a companhia tem baixo endividamento em dólar, e todas as compras dolarizadas de equipamentos são protegidas por hedge, o que traz tranquilidade diante da possibilidade de flutuações macroeconômicas fortes.

Até o momento, no entanto, o cenário tem sido favorável, diz ele. “A economia cresce, indicadores para este ano são positivos, com alta acima de 3%. Além disso, a Vivo é líder de mercado, então estou confiante de que em qualquer cenário nos sairemos bem”, falou em coletiva de imprensa online na manhã desta quarta-feira, 6.

Expansão da banda larga fixa

Gebara também fez um balanço positivo da expansão da banda larga fixa por meio de redes neutras. Atualmente, a Vivo recorre à rede da Fibrasil (da qual é sócia) e da American Tower. “Com a Fibrasil, vamos chegar a 29 milhões de casas passadas este ano, como previsto”, afirmou.

Segundo ele, o ritmo de contratação em redes neutras pelo cliente final ainda não pode ser comparado em função da força da marca nas cidades onde já está consolidada. “Atuar com fibra neutra é uma parte menor do negócio, mas nos dá oportunidade de acelerar o incremento da rede, e nos permitiu ter a maior rede do mercado neste momento. O balanço que faço é positivo, acreditamos sim nesse modelo e vamos seguir com ele”, disse. E reiterou que a operadora avalia novas parcerias. Além de Fibrasil e ATC, o mercado de redes neutras de acesso em fibra óptica tem ainda V.tal e I-Systems.

Consenso no TCU aguarda AGU

Gebara comentou também os trabalhos no TCU para aprovação da solução consensual a respeito da migração da concessão de telefonia fixa da operadora, que abrange o estado de São Paulo.

Segundo ele, está previsto que ainda este mês o relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, relator, deve trazer a pauta ao plenário, uma vez que já pediu uma prorrogação de relatoria em outubro. “Ele solicitou uma opinião à AGU, a qual acreditamos que vai ser fornecida a ele nos próximos dias, e com isso, o tema pode ser levado a votação no plenário”, disse o executivo.

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