Viasat prepara lançamento de satélite para fechar constelação ViaSat-3

(crédito: Viasat/Divulgação)

A Viasat confirmou para 27 de abril o lançamento do ViaSat-3 F3, terceiro e último satélite da constelação ViaSat-3. O equipamento foi projetado para adicionar mais de 1 Tbps de capacidade de transmissão sobre a região da Ásia-Pacífico, com uso em conectividade de banda larga, mobilidade comercial e aplicações governamentais e de defesa.

O lançamento será feito por um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A janela de lançamento terá 85 minutos e será aberta às 10h21 no horário de verão do leste dos Estados Unidos, o equivalente a 11h21 em Brasília e 12h21 no horário informado pela página da missão em São Paulo. Há uma janela reserva em 28 de abril.

Segundo a Viasat, o lançamento em Falcon Heavy permitirá uma órbita de transferência mais eficiente. Após a separação do foguete, a propulsão elétrica do satélite assumirá a etapa de deslocamento até a órbita geoestacionária. A previsão da empresa é que o ViaSat-3 F3 passe alguns meses em trânsito e por testes em órbita antes de entrar em operação, o que está previsto para ocorrer até o fim de setembro de 2026.

Constelação em banda Ka

A constelação ViaSat-3 é formada por três satélites de banda Ka em órbita geoestacionária. Cada unidade foi desenhada para cobertura regional e para deslocar capacidade dentro da área atendida, de acordo com a demanda por tráfego. A Viasat informa que os satélites GEO ficam a cerca de 22.236 milhas acima da linha do Equador.

O ViaSat-3 F1 foi lançado em 2023 e entrou em serviço em 2024. De acordo com a empresa, ele atende clientes de conectividade em aviação. O ViaSat-3 F2 foi lançado em 2025 e tem entrada em operação esperada sobre as Américas em maio de 2026. A companhia afirma que o F2 foi projetado para mais que dobrar a capacidade de largura de banda de sua frota atual.

O ViaSat-3 F3 completa a constelação e será direcionado à região Ásia-Pacífico. A missão também terá impacto sobre a arquitetura global da Viasat, que vem sendo estruturada como rede multi-órbita, multi-banda e multi-rede, integrando ativos da Viasat e da Inmarsat, adquirida em 2023.

Mobilidade, defesa e conectividade fixa

A Viasat afirma que a constelação ViaSat-3 deve atender diferentes segmentos, incluindo aviação, conectividade marítima, serviços fixos, clientes governamentais e defesa. No caso da aviação, a empresa relaciona os satélites à expansão da solução de conectividade em voo Viasat AMARA. No segmento marítimo, a constelação é apresentada como caminho de evolução para o serviço NexusWave.

Em defesa e governo, a companhia afirma que o ViaSat-3 F3 adicionará novas capacidades funcionais e formas de resiliência para clientes dos Estados Unidos e internacionais. Também há previsão de uso para internet residencial e empresarial, inclusive em comunidades rurais, conforme a cobertura regional dos satélites.

“O ViaSat-3 F3 aumentará a capacidade para clientes que operam na Apac, ao mesmo tempo em que proporciona economia de largura de banda”, disse Mark Dankberg, presidente do conselho e CEO da Viasat. Segundo ele, quando estiver em serviço, a constelação ViaSat-3 será “um elemento central” da rede global de alta capacidade da empresa, com foco em uma arquitetura “multi-órbita e multi-banda” voltada a serviços de banda larga e satélite móvel com capacidade de comunicação soberana.

Além dos satélites ViaSat-3 F2 e F3, a companhia informa que planeja colocar em serviço outros seis satélites nos próximos anos: GX-7, GX-8, GX-9 e três satélites Inmarsat-8. (Com assessoria de imprensa)

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