O presidente do conselho da Algar, Luiz Alexandre Garcia, afirmou que a inteligência artificial (IA) será o principal vetor da estratégia da companhia para ampliar personalização de serviços, eficiência operacional e competitividade no mercado brasileiro de telecomunicações. As declarações foram feitas durante o Painel TeleBrasil 2016, nesta terça-feira, 19, em Brasília.

Segundo o executivo, a visão explica o reposicionamento de marca, pelo qual a empresa passou a utilizar apenas o nome Algar, retirando o “Telecom”.
“Nós aumentamos a nossa visão sobre o futuro e a nossa missão agora é levar a digitalização para os mercados onde atuamos”, afirmou.
Foco regional e digitalização
A companhia atua em 16 estados brasileiros e possui perfil majoritariamente B2B, segmento responsável por 62% da receita da empresa.
Segundo Garcia, apesar dessa atuação nacional, a estratégia da operadora é manter forte presença regional, com equipes locais para atender às características de cada mercado.
O executivo afirmou que a Algar pretende usar inteligência artificial para ampliar a personalização dos serviços tanto no B2B quanto no mercado residencial, além de expandir ofertas digitais, IoT e biometria.
IA para eficiência operacional
Garcia afirmou que a Algar estruturou um centro de excelência operacional em IA para disseminar cultura organizacional, governança e aplicação prática da tecnologia.
A companhia já possui mais de 100 robôs operacionais atuando em diferentes áreas do negócio.
O executivo citou sistema utilizado para resolução preventiva de problemas de faturamento antes que as falhas cheguem aos clientes. Segundo ele, a ferramenta resolve 70% dessas ocorrências automaticamente.
Outro exemplo mencionado foi o “TAUS”, plataforma usada para correção remota de falhas de rede sem necessidade de deslocamento técnico, responsável por solucionar mais de 50% das ordens de serviço.
Garcia também afirmou que a Algar utiliza sistemas de “copilot” voltados à área comercial, com aumento superior a 20% na conversão de vendas e redução de 50% no tempo de interação com clientes.
Hiperpersonalização
Segundo o executivo, o objetivo da companhia é utilizar IA para compreender o comportamento individual dos clientes e antecipar necessidades de consumo.
Ele reconheceu, porém, que o setor ainda enfrenta desafios relacionados à qualidade e estruturação das bases de dados necessárias para alcançar esse nível de personalização.
Regulação e competição
Luiz Alexandre Garcia também defendeu uma regulação “ágil, eficiente e simples” para o setor de telecomunicações.
Ele lembrou que o Brasil possui atualmente mais de 16 mil prestadores de serviços de telecomunicações, cenário que exige fiscalização e combate a práticas irregulares.
O executivo criticou empresas classificadas por ele como “flex”, afirmando que elas geram distorções competitivas e aumentam churn no mercado.
Garcia também defendeu regras mais adequadas para serviços móveis, MVNOs e aplicações de IoT, áreas nas quais a Algar atua utilizando infraestrutura própria e redes de terceiros.
Ele elogiou ainda medidas recentes conduzidas pela Anatel, como a migração das concessões para autorizações, uso do Fust em conectividade escolar e o leilão de 700 MHz.
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