Unifique e Amazônia 5G unem operações para acelerar expansão móvel

Os executivos de Amazônia 5G e Unifique detalharam hoje, 11, como a cooperação vai além do compartilhamento de espectro e envolve sistemas, fornecedores, compras e planejamento de rede. Segundo Luis Cláudio Pereira, CEO da Amazônia 5G, a companhia precisou rever seus planos após a aquisição dos ativos da Ligga.

“A gente não estava pronto para essa aquisição”, admitiu em painel de evento promovido pelo site Teletime, em São Paulo. Segundo ele, a compra obrigaria a empresa a estruturar rapidamente sistemas, core de rede e plataformas operacionais. Diante desse desafio, a solução encontrada foi utilizar a experiência acumulada pela Unifique. “Tivemos que andar sobre os ombros dos gigantes”, disse Pereira.

Com isso, criou-se uma sociedade com a operadora catarinense. O acordo envolve uso de sistemas, ferramentas e processos operacionais já testados pela operadora catarinense. A estratégia permitiu à Amazônia 5G concentrar esforços na implantação da infraestrutura e na preparação comercial para lançamento.

A empresa prevê iniciar operações comerciais nos próximos 30 dias. Atualmente, conclui a implantação de 130 torres e a ativação das obrigações vinculadas aos espectros adquiridos.

Divisão geográfica

Os executivos deixaram claro que existe uma divisão territorial dentro da parceria. Pelo modelo pactuado, Amazônia 5G ficará concentrada na região Norte, enquanto a expansão da Unifique associada ao espectro recém-adquirido ocorrerá principalmente em São Paulo.

A cooperação também alcança a cadeia de suprimentos. “Nós seguimos a estratégia da Unifique de equipamentos e sistemas”, afirmou Pereira. Atualmente, Unifique tem como fornecedores de redes móveis a ZTE e a Huawei.

Expansão em São Paulo

Pelo lado da Unifique, Fabiano Busnardo revelou que a companhia já concluiu estudos para implantação de 480 estações rádio-base no estado de São Paulo, onde pretende atender inicialmente 130 cidades.

A estratégia combina implantação direta de infraestrutura com acordos comerciais com ISPs locais. “Com parceiro ou sem parceiro as ERBs estarão lá”, afirmou.

Segundo o executivo, a empresa já possui contratos assinados com provedores paulistas e pretende utilizar esses parceiros para acelerar a monetização da rede. Sua expectativa é de que, até 2030, a empresa tenha 4 milhões de usuários móveis em sua área de atuação.

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