A TIM é mais uma tele a descartar intenção de comprar a Oi Soluções ‘mesmo que a qualquer preço’, afirmou a Diretora Financeira, Andrea Viegas, em teleconferência com a imprensa para a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Segundo ela, as condições ofertadas continuam não fazendo sentido. “Há um passivo trabalhista importante”, disse ao sse referir as condições dos trabalhadores da Oi.
Andrea Viegas também observou que o principal ativo da Oi Soluções – os contratos com clientes – são de curto prazo. “O que não nos garante nenhum retorno financeiro, fosse o valor a ser investido. Realmente não faz sentido”, assegurou. A TIM participou do data room da primeira tentativa de venda, mas não fez proposta no leilão realizado. A Oi quer vender a Oi Soluções por qualquer preço, desde que seja pago à vista.
Resultados
A TIM registrou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 1,036 bilhão no período, alta de 6,2% A/A, enquanto avança em negócios como B2B e Ultrafibra e a expansão da geração de caixa.
A receita líquida de serviços soma R$ 6,785 bilhões no trimestre, alta de 5,7% na comparação anual. O resultado é impulsionado pela receita de serviços móveis*, que alcança R$ 6,369 bilhões e cresce 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O principal motor continua sendo o segmento pós-pago, que representa quase 70% da base de clientes. Já o ARPU móvel chega a R$ 34,3, evolução de 5% na mesma comparação.
No segmento fixo, a receita líquida de serviços avança 27,0% na comparação anual, para R$ 416 milhões. A TIM Ultrafibra mantém sua trajetória de crescimento – com receita* de R$ 247 milhões no trimestre, alta de 9,5% A/A – e se consolida como a banda larga fixa que mais cresce em base de clientes no país em 2026.
Carro-chefe da TIM, o serviço móvel cresceu 4,6% no segundo trimestre na comparação anual, totalizando R$ 6,36 bilhões em receitas. A modalidade pós-paga avançou ainda mais (+5,8%), com a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) chegando a R$ 55,7 (sem considerar operações M2M). Inclusive, o pós-pago passou a representar 70% da receita móvel da tele.
“O crescimento do pós-pago foi apoiado pela aquisição de novos clientes, com expansão de 6,8% da base, e pelos reajustes de preços aplicados às ofertas no primeiro trimestre”, informou a TIM.


