S&P projeta crescimento de 2,9% ao ano na receita móvel no Brasil até 2032

O mercado móvel brasileiro deve registrar crescimento médio anual de 2,9% na receita de serviços até 2032, sustentado pela expansão do pós-pago e do 5G, segundo projeção da S&P Global Market Intelligence. No mesmo período, o ARPU deve passar de US$ 6,28 para US$ 7,43, com avanço médio anual de 2,4%.

O relatório, assinado por Bruno do Amaral, indica que a base total de acessos móveis tende a crescer em ritmo baixo, refletindo a maturidade do mercado. “Nossos modelos estimam uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 0,4% para o total de assinaturas móveis no período 2025-2032, impulsionada pela migração do pré-pago para o pós-pago”, escreve o analista.

Pós-pago ganha peso

Em 2025, o Brasil encerrou o ano com 216,5 milhões de acessos móveis, alta de 0,2% sobre 2024. O avanço veio do pós-pago, enquanto o pré-pago perdeu base.

“Em 2025, a participação do pós-pago móvel no Brasil cresceu para 58,1% do total de assinaturas, sem considerar a base máquina a máquina (M2M)”, afirma Amaral. A modalidade chegou a 122,3 milhões de acessos, crescimento anual de 7,4%. Já o pré-pago recuou 7,9%, para 94,1 milhões de linhas.

A S&P projeta penetração de 102,7% até o fim do período analisado, em um mercado no qual a redução das tarifas de interconexão diminuiu o incentivo para consumidores manterem múltiplas linhas.

O 5G também aparece como vetor de crescimento. “Mais de um quarto (26,9%) do total de assinaturas era 5G, que cresceu 45,4% em 2025 e encerrou o ano com 58,1 milhões de assinantes”, registra Amaral.

A expansão da nova geração compensou parte da queda do 4G, que recuou 10,1% em 2025, embora ainda permaneça como tecnologia predominante na América Latina, com 68,1% da base.

Receita cresce acima da base

A S&P mostra trajetória de recuperação da receita móvel desde 2022 e avanço gradual até 2032. A curva de ARPU também sobe ao longo da projeção, após queda entre 2019 e 2021.

A melhora do mix de clientes teve impacto direto na receita. “Impulsionadas pela migração do pré-pago para o pós-pago, as receitas totais de serviços móveis cresceram 4,3%, totalizando US$ 16,3 bilhões em 2025”, aponta o texto da S&P.

“A receita média anual por usuário (ARPU) aumentou 7,4%, alcançando US$ 6,28”, acrescenta o analista. No mesmo período, a inflação no Brasil foi de 5%, conforme o relatório.

Espectro e infraestrutura

Na infraestrutura, o Brasil encerrou 2025 com 80.128 torres, avanço de 1,8% em relação ao ano anterior. A densidade ficou em 2.701 acessos por torre, melhora anual de 1,6%.

“A distribuição de espectro no Brasil permaneceu praticamente a mesma em 2025 em relação aos dois anos anteriores, com um total de 1.805 MHz em uso nas faixas sub-6 GHz”, escreve Amaral.

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